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Osmar Terra discute estratégias de combate à violência infantil

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Na Suécia, ministro defende ações e pesquisas para garantia de direitos das crianças
publicado  em 14/02/2018 19h02
Foto: Divulgação/MDS

Brasília - Encontrar soluções para acabar com a violência infantil. Esse é o objetivo da Cúpula Agenda 2030, evento que reúne representantes de mais de 20 países em Estocolmo, na Suécia, para debater ações de proteção às crianças, nos dias 14 e 15 de fevereiro.

Presente no encontro, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, participou de painéis e pediu o fortalecimento de estratégias para a defesa dos direitos das crianças. “Hoje sabe-se que os efeitos dos maus tratos são para a vida inteira. É importante avaliar esse impacto por meio de estudos e pesquisas científicas. A própria proposta do esforço global é ajudar da melhor forma possível a reduzir o trauma e a violência”, enfatizou ele.

Para o ministro, o Brasil vive uma situação de violência crescente que “precisa ser enfrentada com medidas efetivas”. Ele destacou ainda o trabalho do Ministério do Desenvolvimento Social na força tarefa do Rio de Janeiro e os desafios atuais do país, como o apoio às crianças venezuelanas que cruzam a fronteira em estado de desnutrição.

# Cúpula Agenda 2030 - Suécia

A abertura do encontro foi realizada pela rainha Sílvia da Suécia, que ressaltou a importância de todos os países implementarem a Agenda 2030. “Proteção é um tema não só social, mas de direitos humanos. Uma criança livre de violência é tão importante quanto investir em saúde e educação. É preciso romper o silêncio ao redor da violência contra as crianças, especialmente quando se trata de violência sexual”, disse a rainha.

Já o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que "mais grave do que a violência física é a violência de tirar a esperança das crianças". De acordo com o representante da coalizão brasileira pelo fim da violência contra crianças e adolescentes e coordenador do Instituto Alana, Pedro Hartung, a sociedade civil espera que o evento inspire o desenvolvimento de políticas públicas. “Esperamos que o encontro sirva para que o Brasil realmente elabore uma política de Estado no enfrentamento desse problema, que é tão urgente e alarmante”, ponderou. 

Agenda - Nesta quinta-feira (15), o ministro Osmar Terra vai participar de conversas entre líderes e se reunirá com a ministra das Crianças, da Terceira Idade e da Igualdade de Gênero da Suécia, Asa Regnér, acompanhado do embaixador do Brasil na Suécia Marcos Vinicius Pinta Gama.

Epidemia de drogas - Osmar Terra vem lutando por uma mudança nas ações para o enfrentamento do que ele classifica como “uma epidemia de dependência química que atinge o Brasil”. Antes de ir a Estocolmo, Terra passou alguns dias em Reykjavík, conhecendo o exemplo da Islândia. Segundo o ministro, o alto consumo de substância ilícitas no país está direta e indiretamente ligado às altas taxas de criminalidade, um dos motivos para conhecer as ações realizadas no país europeu.

“As drogas não só causam muitas mortes entre quadrilhas de narcotraficantes rivais e entre os criminosos e a polícia, mas também motivam grande parte dos casos de violência doméstica, assaltos e latrocínios. Assim como respondem parcialmente pelo aumento do número de suicídios no Brasil”, afirmou.

Há 20 anos, a Islândia tinha os maiores índices de consumo de álcool e outras drogas entre adolescentes, hoje lidera o ranking de hábitos saudáveis na juventude. Representantes do Centro Islandês para Pesquisa e Análise Social e do ministério do Bem-Estar apresentaram o programa “Youth in Iceland”. Criada em 1998, a iniciativa é fruto da colaboração entre governo, sociedade civil e academia. A estratégia se baseia em evidências científicas sobre as razões que levam uma pessoa a iniciar e permanecer no consumo de drogas.

Na contramão do discurso que prega a liberação, o país europeu apostou em legislação rígida, dificultando o acesso dos jovens ao álcool e a outras drogas. Em conjunto, investiu para ampliar a oferta de atividades extracurriculares. Estudos apontam que esportes e artes geram na química cerebral o mesmo “barato”, ou seja, a mesma sensação de prazer que os adolescentes buscam nas drogas. O modelo já é adotado por 18 países.

*Por Diego Queijo

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