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Centros de convivência promovem a inclusão social de idosos

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Serviço ofertado no Sistema Único de Assistência Social (Suas) atende cerca de 340 mil pessoas acima dos 60 anos em todo o país
publicado  em 19/02/2018 15h44
Exibir carrossel de imagens Fotos: Clarice Castro/MDS

Brasília – A dona Raquel Lopes da Costa, de 66 anos, é portadora da doença de Chagas. Desde que descobriu a enfermidade, começou o tratamento e seguiu orientação médica para procurar alguma atividade para ocupar a cabeça. Foi no Centro de Convivência da cidade do Riacho Fundo, no Distrito Federal, que ela encontrou um remédio contra a preocupação. 

“Eu só vivia internada, tive dois infartos e um AVC [acidente vascular cerebral]. Melhorei com a alegria do povo daqui e com a dedicação que eles têm conosco. Só vou ao médico porque a gente tem que ir, né?”, conta.

Grupos como este se espalham por todo o país. Em média, por ano, são atendidos mais de 340 mil idosos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – como são chamados os grupos de interação. Os atendimentos, realizados em quase cinco mil municípios, são um dos serviços ofertados no Sistema Único de Assistência Social (Suas).

De acordo com a diretora de Proteção Social Básica do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Renata Ferreira, o serviço é muito mais do que uma reunião de idosos, uma vez que “promove a inclusão dele e evita o isolamento social”.

“A interação, durante as atividades que ocorrem nesses centros, repercute numa melhor convivência e superação diante das situações de vulnerabilidade que eles enfrentam. Além disso, numa unidade da assistência social, outras demandas também podem ser atendidas”, ressalta.

Benefícios – As reuniões no Centro de Convivência da cidade do Riacho Fundo também causaram uma transformação na vida da dona Maria de Lourdes Dias, de 81 anos. Por causa de uma depressão, ela estava sendo acompanhada por um psicólogo, mas já recebeu alta. “Com uns seis meses, eles falaram que me achavam diferente, animada. Foi então que contei que estava participando do grupo”.

Já o único homem do grupo de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, seu Martinho Pereira, lembra, com alegria, que comemorou o aniversário de 70 anos com os amigos do centro de referência. “Foi uma festa muito animada. Uma irmã minha de Teresina e mais um pessoal amigo meu participaram também. Já tem mais de seis anos que frequento esse grupo”.

Para o educador social Luciano de Oliveira, que acompanha o grupo de idosos, o principal resultado é “a mudança de mentalidade”. “Eles têm muito ainda a contribuir. O nosso papel é fazer com que eles se empoderem da própria vida”, completa.

Saiba mais
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos atende diferentes públicos. Por meio do atendimento em grupo, estimula e orienta os usuários a se tornarem protagonistas de suas histórias e a viverem melhor em comunidade. Para participar, basta procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo da sua casa.

*Por André Luiz Gomes

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