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Criança Feliz e investimentos na primeira infância ganham destaque em seminário

EM BRASÍLIA

Palestrante no evento, o deputado federal Osmar Terra enfatizou a necessidade de transformar o programa em uma política de Estado para ter continuidade
publicado  em 11/12/2018 16h38
Rafael Zart/MDS

Brasília – O trabalho intenso do Programa Criança Feliz a fim de alcançar as famílias de todo o Brasil foi tema do primeiro painel do Seminário Internacional Superando a Pobreza de Forma Sustentável: A Segunda Geração das Políticas Sociais, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), nesta terça-feira (11), em Brasília (DF).

Idealizador do programa, o deputado federal e futuro ministro da Cidadania e Ação Social, Osmar Terra, foi enfático ao dizer que o Criança Feliz precisa ser uma política de Estado para ter continuidade. “A ciência mostra que os programas são importantes e, se têm efeitos na prática, precisam ser políticas de Estado. O Criança Feliz é uma política de longo prazo”, reforçou.

O primeiro programa de desenvolvimento infantil brasileiro já atende mais de 422 mil pessoas em 2,4 mil municípios e completou 9 milhões de atendimentos. O Criança Feliz acompanha, semanalmente, as crianças de até 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Estudos científicos comprovam que é uma época de grande desenvolvimento das competências humanas – para Osmar Terra, é quando há o máximo da plasticidade cerebral, em que se aprende com maior rapidez. “É esse período crítico que faz toda a diferença no futuro. O início da vida é fundamental”, explicou.

A secretária nacional de Promoção ao Desenvolvimento Humano do MDS, Ely Harasawa, reforçou a importância da utilização das evidências científicas nas políticas públicas. “É possível, é muito importante e benéfico que a gente utilize o conhecimento da Academia para enfrentar uma questão que é tão complexa como a pobreza multidimensional”, avaliou a secretária.

Ely ressaltou ainda que uma das principais demandas do programa é levar a política até as famílias moradoras de locais mais remotos. “Hoje, temos uma legião de 16 mil profissionais nos municípios. O desafio é como manter a qualidade, a capacitação e a educação permanente desses trabalhadores, que estão na ponta, fazendo o atendimento.”

Exemplo internacional – A escala alcançada pelo programa chamou atenção internacional. Gestores de outros países estão tentando adaptar a experiência brasileira para ser implementada em diversos lugares do mundo, como é o caso da China. Diretora do Centro de Desenvolvimento da Criança na Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa da China, Mary Young é uma parceira do Criança Feliz desde o início e acompanha o China Reach. “É impressionante o alcance do Criança Feliz. Fora do Brasil, todos estão questionando como vocês conseguiram e como se faz. O exemplo do programa é muito concreto para mostrar a  outros países, principalmente à China, que essa iniciativa é possível”, afirmou.

A diretora também destacou o comprometimento do governo brasileiro com a agenda de primeira infância. Para ela, esse é o diferencial para que a política tenha dado certo no país. “Esse compromisso do governo, dos líderes, é um fato muito importante, que ainda estamos tentando fazer na China”, complementou Mary. A experiência de desenvolvimento infantil chinesa atende sete pequenas províncias da China, abarcando, aproximadamente, cinco mil crianças.

Experiência – O Criança Feliz conta com o apoio incansável dos gestores municipais. Em Barbacena, cidade mineira a 169 quilômetros da capital, Belo Horizonte, os gestores acreditam que o acompanhamento da primeira infância pode mudar o futuro das crianças mais pobres. Mesmo sem a participação do Estado, o munícipio lutou para aderir ao programa, em 2017, e conseguiu conquistar a confiança de municípios vizinhos.

Segundo o secretário de Saúde e Programas Sociais de Barbacena, José Orleans da Costa, o grande diferencial da cidade é a intersetorialidade desde o início do programa. “A criança é do munícipio. Se não juntar todos os setores, nós não avançamos. Temos um trabalho junto com a saúde da família. Mas, sempre digo: não dá para confundir o papel do visitador do programa com o dos agentes de saúde. A sinergia dos dois é muito importante”, argumentou.

Barbacena atende cerca de 100 pessoas, entre crianças e gestantes, e pretende ampliar os atendimentos do Criança Feliz. “Eu acredito que os municípios precisam enxergar o programa. Eu sinto os prefeitos ainda muito distantes da iniciativa”, assegurou Costa.

Programação – Nos dois dias de seminário, painéis vão aprofundar a discussão sobre as políticas de desenvolvimento da primeira infância, empreendedorismo e qualificação profissional em parcerias público-privadas. Nesta quarta-feira (12), será realizada uma feira de oportunidades com parceiros e um encontro com beneficiários de destaque do Plano Progredir.  

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*Por Pamela Santos

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