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Parcerias público-privadas criam rede de atendimento a idosos no Rio de Janeiro

POLÍTICAS PÚBLICAS

O Estado foi um dos primeiros a aderir à Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa, lançada nesta semana pelo governo federal
publicado  em 06/04/2018 17h56

Brasília – Para promover o bem-estar e a qualidade de vida dos idosos, o Rio de Janeiro está construindo uma importante rede de atendimento voltada a essa população. Nos últimos seis  meses, o Estado fechou parcerias entre setores públicos e privados, reestruturou o Conselho Estadual do Idoso e colocou em prática ações que destacam o tema da longevidade.

 “A nossa palavra de ordem é articulação. A situação no Estado está muito complicada, então precisamos dos nossos parceiros para atuar com essa população”, destacou o superintendente de Investimento Saudável e Qualidade de Vida do Estado, Rafael de Pinho.

 O trabalho intersetorial da Secretaria do Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos se tornou indispensável para que as iniciativas deem certo. Uma das ações foi a criação do Disque Idoso. O canal exclusivo permite à população fazer denúncias de maus tratos, violência e episódios de preconceitos, além de tirar dúvidas sobre os direitos dos idosos. Em cinco meses de criação, o canal recebeu mais de 600 denúncias. Todas as informações são direcionadas a uma secretaria ou órgão da gestão que poderá resolver a situação.

 "Temos uma parceria direta com o Ministério Público e fazemos o acompanhamento de perto do processo. A gente tenta auxiliar a família do idoso que precisa de algo. Geralmente, o drama não é só daquela reclamação pontual, é um drama familiar. Então, às vezes tratamos o problema da família também”, explicou Pinho.

 A ação promove ainda rodas de conversas e seminários de capacitações sobre longevidade para as próprias secretarias, como a de assistência social. Em parceria com Universidade Estácio de Sá, idosos do Estado inteiro recebem assistência psicológica e jurídica gratuita ao procurar o Disque Idoso.

 Estratégia - O Rio de Janeiro foi um dos primeiros Estados a aderir à Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa, lançada nesta semana pelo governo federal e coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

 Para o superintendente Rafael de Pinho, o MDS será mais um parceiro estratégico para que o Estado continue o atendimento aos idosos mais vulneráveis. “O Ministério do Desenvolvimento Social está convidando os Estados para serem parceiros, nós vamos chamar os municípios e auxiliá-los nessa proposta. O que queremos é fazer com que os idosos sejam ouvidos. Por isso a estratégia é fundamental”, avaliou.

 A Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa irá reunir todas as ações voltadas aos idosos do governo federal, Estados e municípios em um único local. As ações deverão ser transformadas em planos aprovados pelas Câmaras de Vereadores e sancionadas pelo prefeito. Segundo o secretário nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do MDS, Halim Girade,  essa é uma forma promover a transparência e participação da população.

 “Temos sim políticas nacionais dos idosos e o Estatuto do Idoso, no entanto não temos uma estratégia que agrupe todas as ações. Essa inciativa é o desencadeamento de ações confirmadas no município e atestadas pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Idosos”, afirmou Girade.

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A Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa tem o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida às pessoas com mais de 60 anos, promovendo um caminho para o envelhecimento ativo, saudável, cidadão e sustentável.

As ações são direcionadas aos idosos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Os municípios podem aderir ao projeto e desenvolver suas iniciativas voluntariamente, com a orientação dos governos Federal e Estadual. No momento da adesão, eles recebem um certificado que será preenchido por até cinco estrelas, à medida que forem cumpridas as etapas estabelecidas pela estratégia. 

A ação é desenvolvida pelo MDS em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Humano, da Saúde e dos Direitos Humanos, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 * Por Pamela Santos

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