Você está aqui: Página Inicial > Área de imprensa > Notícias > 2018 > Abril > Encontro debate melhorias dos serviços de acolhimento no Brasil

Notícias

Encontro debate melhorias dos serviços de acolhimento no Brasil

POLÍTICA SOCIAL

Objetivo é transformar os abrigos institucionais em locais mais humanizados. Atualmente são cerca de 33 mil crianças e adolescentes vivendo em quase três mil unidades de acolhimento
publicado  em 24/04/2018 18h17
Foto: Clarice Castro/MDS

Brasília – O Brasil tem, atualmente, cerca de 33 mil crianças e adolescentes vivendo em quase três mil unidades de acolhimento. Micaelly Cristina Silva de Jesus, de 16 anos, é uma delas. Quando tinha 14 anos foi levada para um abrigo de Brasília (DF) depois de conflitos familiares. Além de Micaelly, seus quatro irmãos também foram parar em outros abrigos da capital federal.

Mesmo com o bom ambiente que encontrou na casa de acolhimento, a menina conta que não é fácil viver nas unidades por causa do preconceito. Ela sonha em ter uma família. “As pessoas perguntam se eu não tenho mãe, se eu não tenho família. Na escola a gente sofre bullying porque mora em um abrigo. É muito pesado para a gente e eu queria muito que isso mudasse. O meu abrigo tenta realmente parecer com uma casa normal”, contou Micaelly.

Para melhorar a vida dessas milhares de crianças e adolescentes, o governo federal está reestruturando os serviços de acolhimento da assistência social. Nesta semana, representantes estaduais e municipais da Política Nacional de Assistência Social, governo federal e especialistas na área da infância e juventude, estão reunidos para debater a qualificação deste atendimento.

Na abertura do evento, nesta terça-feira (24) em Brasília, a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Carminha Brant, explicou que o objetivo do encontro é debater a melhor maneira de transformar os abrigos institucionais em locais mais humanizados, em que os jovens possam se sentir acolhidos e seguros.

“Nós estamos querendo deixar esta rede pronta em 2018. Pronta no sentido de atender aquilo que é necessário para uma política nacional de acolhimento de crianças e adolescentes Queremos também evidenciar os serviços da guarda subsidiada, família acolhedora e a república de adolescentes que são alternativas mais humanas para esses jovens”, avaliou Carminha.

O encontro debate ainda as dificuldades dos Estados e municípios em aplicar as novas regras estabelecidas pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas). Na cidade de Foz do Iguaçú (PR) o processo está avançado. As metodologias e procedimentos para o atendimento das crianças já foram discutidas com o Conselho Municipal de Assistência Social. 

A diretora de Proteção Social Especial de Foz do Iguaçú, Deise Mara Bortoli, explica que o município está em fase de implantação da nova política e que a troca de experiências no encontro vai ajudar nesse processo. “Para nós é interessante poder conhecer outras realidades, refletir sobre essa política e poder, em conjunto, melhorar a qualidade esses serviços no Brasil”.

Mudanças – O reordenamento do serviço de acolhimento foi aprovado ainda pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) em 2013. A medida teve o objetivo de abandonar a cultura da institucionalização e garantir o direito à convivência familiar e comunitária às crianças e adolescentes que estão sem vínculo temporariamente.

O prazo para estados e municípios terminarem o reordenamento dos serviços de acolhimento vai até o dia 31 de dezembro de 2018.

* Por Pamela Santos


Informações sobre os programas do MDS:

0800 707 2003

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1505
www.mds.gov.br/area-de-imprensa