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Painel aborda estratégias de mercado para os produtos da sociobiodiversidade

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Uma das ações apresentadas na tenda Alimentação Saudável foi a modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
publicado  em 14/09/2017 11h45
FotO: Rafael Zart/MDS

Brasília – Você conhece os alimentos característicos dos biomas brasileiros? Essa questão abriu o painel sobre as estratégias de mercado para os produtos da sociobiodiversidade promovido nessa quarta-feira (13) na tenda Alimentação Saudável.    O espaço, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e parceiros, integra a programação do X Congresso Brasileiro de Agroecologia, que vai até sexta-feira (15) na capital federal.

No debate, foram apresentadas as ações desenvolvidas para inserir os alimentos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade – produzidos por povos e comunidades tradicionais – nos mercados institucional e privado.

De acordo com a coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Hetel Santos, o governo federal comprou, em 2016, mais de R$ 11 milhões de produtos da sociobiodiversidade pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Ela reforçou que as cooperativas e associações de agricultores também têm oportunidade de vender para os órgãos públicos com a modalidade Compra Institucional do PAA. No modelo, Estados, municípios e órgãos federais compram – sem necessidade de processo licitatório – alimentos da agricultura familiar por meio de chamadas públicas, com seus próprios recursos financeiros.

“O nosso objetivo é mostrar para os empreendimentos que eles também podem comercializar os seus produtos para grandes órgãos da União”. O governo federal estima que, até o final do ano, o volume de compras institucionais chegue a R$ 260 milhões.

Representante do Instituto ATÁ no Cerrado, Luiz Camargo falou sobre a importância da população valorizar os alimentos brasileiros. O Brasil, disse ele, é o maior celeiro de biodiversidade do mundo “e poucos brasileiros sabem disso”. “Precisamos valorizar o ingrediente brasileiro. Queremos que alimentos, como a baunilha, a mandioca, pimenta e os méis nativos, estejam nas políticas públicas de aquisição de alimento como o Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar] e o PAA”.

Camargo explicou ainda como funciona a experiência do instituto, do chef Alex Atala, no mercado municipal de Pinheiros, em São Paulo. Junto com várias entidades, a organização divulga os produtos da biodiversidade brasileira em boxes do mercado. A produção vem de agricultores e comunidades remuneradas de forma justa, o que torna a iniciativa sustentável economicamente. O objetivo é encurtar o caminho entre o consumidor e o pequeno produtor.

A estudante Ruama Patrícia Barbosa, de Petrolina (PE), gostou de saber que o governo federal tem ações para incentivar a agricultura familiar. Ela estuda os produtores e consumidores de orgânicos. Contou que participar da oficina abriu um novo horizonte para os estudos.

“Assim como eu, muitos produtores e profissionais que trabalham com a agricultura familiar puderam ver o trabalho desenvolvido pelos ministérios para fortalecer a agricultura familiar. É um momento muito proveitoso”.

Também participaram do painel representantes do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

Encontro – A tenda Alimentação Saudável é organizada pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), coordenada pelo MDS. No espaço, serão promovidos painéis, oficinas, rodas de conversa em parceria com Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Saúde, Consea, Emater-DF, Slow Food Brasil, CSA Brasília, Fiocruz, UnB e Idec.

O Congresso de Agroecologia 2017 é a realização simultânea do VI Congresso Latino-americano de Agroecologia, X Congresso Brasileiro de Agroecologia e V Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.

Os eventos são promovidos pela Sociedade Científica Latino-americana de Agroecologia (Socla) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia), organizados em Brasília por uma comissão formada por representantes da Embrapa, Universidade de Brasília, Emater-DF, Secretarias de Estado do GDF (Seagri e Sedestmidh), Ibram e ISPN. Conta com o apoio de vários ministérios, organizações e movimentos sociais. O evento é patrocinado por BNDES, Itaipu Binacional e Fundação Banco do Brasil.

Tendas Alimentação Saudável e Dona Flor: Saberes e Práticas de Saúde e Cura  (12/09/2017)

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