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Criança Feliz chega a comunidades quilombolas no Rio Grande do Sul

PRIMEIRA INFÂNCIA

Programa do governo federal é voltado ao desenvolvimento integral de crianças de baixa renda; visitação domiciliar já ocorre em 79 municípios gaúchos
publicado  em 20/09/2017 14h56

Brasília – Há quase quatro anos, Franciane Mourão acompanha o desenvolvimento das crianças da comunidade quilombola onde vive, no interior do Rio Grande do Sul. Formada em educação no campo, a visitadora do Primeira Infância Melhor (PIM) atende 14 famílias do Quilombo Rincão das Almas, distante 30 quilômetros do Centro do município de São Lourenço do Sul. Implementada há 14 anos, a iniciativa gaúcha conta agora com reforço do Criança Feliz – programa federal de atenção à primeira infância.

A visitadora conta que a evolução no desenvolvimento das crianças é visível. Segundo ela, os pequenos estão mais espertos e conseguem se comunicar melhor com os pais. “Por meio do estímulo adequado, o comportamento da criança muda. Com o atendimento domiciliar, os pais também passam a prestar mais atenção no desenvolvimento dos filhos”, revela.  

Uma das primeiras famílias atendidas pela visitadora foi a de Eliara Furtado, mãe de três meninas, entre 14 e 1 ano de idade. Ela concorda que o acompanhamento provoca mudanças no comportamento dos pais, trazendo ganhos para toda a família. “O papel da visitadora é muito importante e, depois que ela sai da nossa casa, temos o compromisso de seguir aplicando o que aprendemos, dando continuidade aos estímulos. Na verdade, temos que ser uma equipe, cada um ajudando o outro”, avalia. 

Idealizador do PIM quando era secretário de Saúde do RS e hoje ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra explica que os primeiros mil dias de vida – foco do Criança Feliz – são o período mais importante na formação das competências e habilidades do ser humano. “Uma criança bem estimulada nesta fase terá notas melhores na escola, um emprego melhor que o de seus pais e uma melhor qualidade de vida no futuro”, reforça.

Uma das referências na elaboração do Criança Feliz, o PIM já atendeu 200 mil famílias e é reconhecido internacionalmente como fator de mudança na vida de milhares de crianças. As ações têm sido reforçadas pelo programa federal, cuja visitação domiciliar já está presente em 79 municípios gaúchos. Na hora de brincar e interagir com os filhos, os pais são incentivados a valorizar elementos da própria cultura e a utilizar objetos disponíveis no ambiente. 

Além de comunidades quilombolas, famílias indígenas participam do programa federal, com atendimento dentro das tribos. Entre elas, está a Aldeia Porteira Nrõzawi, em Tocantínia (TO), onde 17 famílias contam com o acompanhamento do Criança Feliz. O ministro ressalta que as visitas respeitam os hábitos e a cultura desses povos. “Temos o cuidado de capacitar os visitadores que atendem essas comunidades específicas com atenção ao contexto delas, falando inclusive a língua local”, destaca.

Criança Feliz – Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Criança Feliz visa ao desenvolvimento integral na primeira infância. As ações se concentram em visitas semanais a crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família, com idades entre 0 e 3 anos, e às de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nos encontros, as famílias recebem informações sobre como estimular o desenvolvimento dos filhos, como foco em temas como saúde, educação, cultura e garantia de direitos. Até agora, 2.614 municípios aderiram à iniciativa, cuja visitação domiciliar já ocorre em 436 cidades. A expectativa do governo federal é atender cerca de 4 milhões de crianças até 2018.

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