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Beneficiários do Bolsa Família estão na final da Olimpíada de Matemática

EDUCAÇÃO

Na competição anterior, 693 alunos do programa foram medalhistas nas categorias ouro, prata e bronze, número superior aos patamares de 2015 (613) e de 2014 (500)
publicado  em 15/09/2017 18h19

Brasília – Considerada por muitos uma vilã, a disciplina de matemática é motivo de orgulho para Matheus Verdam, 13 anos. Beneficiário do Bolsa Família e estudante da rede pública do Rio de Janeiro, ele está na final da 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), ao lado de outros alunos do programa.

O bom desempenho não é de hoje. Na competição anterior, Matheus levou para casa a medalha de prata. Assim como ele, outros 692 beneficiários do Bolsa Família foram medalhistas nas categorias ouro, prata e bronze na olimpíada de 2016, número superior aos patamares de 2015 (613) e de 2014 (500). 

Estudante do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Estácio de Sá, Matheus diz que o segredo para alcançar uma boa colocação é dedicar-se ao máximo em sala de aula. “A olimpíada é sempre difícil, concorrida e exige dedicação. Neste ano, me sinto ainda mais motivado a estudar, o que fez com que as minhas notas em matemática também melhorassem”, conta.

Como resultado da premiação anterior, Matheus passou a frequentar o Programa de Iniciação Científica da Obmep, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). A iniciativa busca fortalecer o ensino da matemática nas escolas públicas e contribuir para a formação dos estudantes premiados. Além de aprimorar os conhecimentos na área, Matheus viu no projeto uma possibilidade profissional: ele não descarta cursar graduação em matemática no futuro.

Mãe do medalhista, Andréia Verdam da Silva lembra que o filho sempre teve facilidade para resolver cálculos. “O Matheus é um bom aluno, nunca precisou de reforço nem de professor particular, então tudo se torna mais fácil. Eu estudei somente até as séries iniciais. Embora não consiga ajudá-lo nas tarefas, busco incentivá-lo sempre”, revela.

Há um ano no Bolsa Família, Andréia utiliza os R$ 124 que recebe do programa na compra de livros e material escolar para Matheus. O apoio da mãe e a dedicação do filho sinalizam ainda outros frutos. Matheus está concorrendo a uma bolsa integral para cursar o ensino médio em uma escola particular, custeada por um projeto de empresários que buscam jovens talentos. “Tudo que almejo tem a ver com o meu filho e com o futuro que vou oferecer a ele. O meu sonho é ver ele formado e com uma profissão. E sei que isso está muito próximo de se realizar”, acrescenta Andréia.

Condicionalidades – Frequentar regularmente as aulas faz parte das chamadas condicionalidades do Bolsa Família, que são compromissos assumidos pelos beneficiários e pelo poder público nas áreas de saúde e educação para a superação da pobreza. As crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem ter, no mínimo, 85% de presença em sala de aula. Já os jovens de 16 a 17 precisam cumprir a frequência mínima de 75%.  

Na área da saúde, as famílias devem manter em dia o calendário de vacinação das crianças menores de 7 anos, além de levá-las ao posto de saúde para que sejam pesadas, medidas e tenham o crescimento monitorado. Para as gestantes, é necessário fazer o pré-natal.

Estímulo – Para valorizar o esforço de alunos como Matheus, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) prepara medidas de estímulo à qualificação voltadas aos jovens do Bolsa Família que vivem em áreas com alto índice de criminalidade. As ações integram o Plano Emergencial para o Enfrentamento da Violência do Rio de Janeiro.

Entre as ações está a oferta, no contraturno da escola, de atividades esportivas, capacitação profissional, inclusão digital e incentivo ao empreendedorismo para adolescentes e jovens com idades entre 12 e 29 anos. O governo federal estima que 50 mil adolescentes e jovens do Bolsa Família se enquadrem nesses critérios.  

Responsável pela coordenação das ações de cunho social do plano, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, explica que a ideia é dar aos jovens a chance de ter um futuro melhor. “Precisamos inspirá-los em outra direção, mostrar que outro mundo é possível, dar outras perspectivas de vida. Nesse sentido, é muito importante oferecer a prática de esportes e a qualificação profissional a esses jovens”, reforçou.

Olimpíada – A etapa final da 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas ocorre no dia 16 de setembro. O resultado final será divulgado em novembro. A iniciativa busca despertar nos alunos o gosto pela matemática e pela ciência e motivá-los na escolha profissional a optar pelas carreiras científicas e tecnológicas.

A novidade desta edição é que os 900 medalhistas com maior pontuação serão convidados a disputar a fase única da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), da qual participam alunos de escolas particulares. A competição serve, por exemplo, para selecionar alunos que disputarão olimpíadas internacionais. 

Anos

Medalhas

Total

Ouro

Prata

Bronze

2016

37

114

542

693

2015

24

83

506

613

2014

24

81

395

500

Total

86

281

1.443

1.806

Saiba mais:
O Bolsa Família é voltado para famílias extremamente pobres (renda per capita mensal de até R$ 85) e pobres (renda per capita mensal entre R$ 85,01 e R$ 170). Ao ingressar no programa, as famílias recebem o dinheiro mensalmente. O valor repassado a cada usuário varia conforme o número de membros da família, idade e renda declarada no Cadastro Único.


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