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Criança Feliz: cerca de 56 mil pessoas já foram atendidas em todo o Brasil

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Em um ano, o programa de atenção à primeira infância mudou a vida de milhares de crianças e gestantes
publicado  em 13/10/2017 17h44
Foto: Rafael Zart/MDS

Brasília – A estudante Irislânia de Oliveira, 17 anos, é mãe de Anna Isabele, que tem 8 meses de idade. Moradora de Capixaba (AC), ela vive com seus pais no pequeno município de pouco mais de 11 mil habitantes. Há dois meses, abriu as portas de sua casa para a visitadora do programa Criança Feliz e, desde então, a vida da família mudou. Ao estimular a filha com brincadeiras e cantigas conforme foi orientada, a mãe conta que, em apenas sete visitas, percebeu inúmeras mudanças no desenvolvimento da pequena.

A menina já demonstra, por exemplo, estar mais esperta ao engatinhar. “Ela está se desenvolvendo mais rápido, aprendendo as coisas em muito pouco tempo”, relata. Irislânia afirma ainda que abriria as portas de casa novamente para receber o acompanhamento do programa, caso fosse necessário. “Sei que tudo isso será muito bom para o futuro dela”, completa.    

A estudante é uma das cerca de 56 mil pessoas que receberam a visita do Criança Feliz em todos as regiões do Brasil. Em seu primeiro ano, o programa federal atendeu, até agora, mais de 49 mil crianças e 6 mil gestantes. O público alvo são as crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família, com idades entre 0 e 3 anos, e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além das gestantes. 

O ministro do Desenvolvimento Social (MDS), Osmar Terra, destaca que o programa avançou muito, chegando a municípios distantes dos grandes centros, além dos povos e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas. O objetivo do Criança Feliz é acompanhar a primeira infância, que vai desde a gestação até os três anos de idade. Este período é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e pessoal. Além disso, estudos comprovam que crianças estimuladas da maneira correta nos primeiros mil dias de vida chegam à escola mais preparadas para o aprendizado.

“Quanto mais cedo se investir nas crianças, melhor será o resultado. Uma criança desenvolve sua inteligência a partir dos estímulos que recebe bem no início da vida, inclusive dentro do útero. Este processo é muito intenso e extraordinário nos primeiros meses e anos de vida”, declara Terra.

O papel do Criança Feliz nessa fase, explica o ministro, é fundamental para que os pais recebam todas as orientações necessárias e sejam capacitados a estimular seus filhos. “O acompanhamento desde cedo é muito importante porque depois do terceiro, quarto ano de vida, as habilidades cognitivas da criança já estão formadas e isso será decisivo para melhor aprendizagem no futuro”, ressalta ele.

A supervisora do programa em Capixaba, Denizi de Oliveira Dias, afirma que 100 famílias são atendidas na cidade. Entre elas, estão 18 gestantes e três crianças que recebem o Beneficio de Prestação Continuada (BPC).  A equipe de visitadores do município já percebe avanços no desenvolvimento dos pequenos também em outros lares.

“Em alguns momentos você tem vontade de voltar atrás e  fazer com seus filhos tudo o que ensina para as famílias. A satisfação do trabalho que estamos desenvolvendo vem com o sorriso da mãe e da criança no momento das atividades”, conta ela.

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Saiba mais: Coordenado pelo MDS, o Criança Feliz atende crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família, com idades entre 0 e 3 anos, e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O programa conta com ações intersetoriais nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura e direitos humanos. Toda semana, profissionais capacitados fazem o  acompanhamento das  famílias em 764 cidades do Brasil.  Até agora, 2.615 municípios aderiram à iniciativa e o governo federal quer atender a cerca de 4 milhões de crianças até 2018.

*Por Carolina Graziadei

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