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Mercosul: Primeira infância e inclusão produtiva são prioridades

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai se reuniram nesta sexta-feira (10), em Brasília
publicado  em 10/11/2017 18h16
Foto: Rafael Zart/MDS

Brasília - A atenção à primeira infância e a inclusão produtiva são temas prioritários para as áreas sociais dos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) até 2019. A escolha dos assuntos ocorreu durante a Reunião de Ministros e Autoridades de Desenvolvimento Social, nesta sexta-feira (10), em Brasília.

 Aos representantes da Argentina, do Uruguai e do Paraguai, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, destacou que o Brasil já está atuando nas duas áreas. Com o Criança Feliz, o governo já está atendendo mais de 100 mil crianças e gestantes do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em 1.178 municípios. Com o apoio de visitadores domiciliares, as famílias estão recebendo orientação sobre como estimular o desenvolvimento das crianças.

 Terra destacou ainda o empenho do governo brasileiro para incluir produtivamente as famílias de baixa renda, principalmente os jovens. Por isso, foi lançado o Plano Progredir, que reúne ações de qualificação profissional, educação financeira e oferta de R$ 3 bilhões em microcrédito para estimular o empreendedorismo.

 Para o ministro, o processo de intercâmbio de experiências é fundamental para o sucesso das ações na região. “Os países têm realidades e desafios semelhantes. A experiência de um pode ajudar os outros. Reduzir a pobreza e promover um desenvolvimento econômico sustentável são desafios em comum”, afirmou.

 O diretor-executivo do Instituto Social do Mercosul, o embaixador José Felício, disse que a entidade irá apoiar os países com estudos e dados para que consigam atingir os objetivos acordados. Ele reforçou que a experiência brasileira em políticas sociais poderá ser compartilhada com outros países.

 “O que impressiona na área social é o que chamamos de transversalidade da agenda. Temos projetos que vão de atenção à saúde, educação, previdência social, combate à pobreza e pagamentos diretos aos mais necessitados”.

 A representante da Argentina, Vanessa Wainstein, ressaltou a importância da integração entre os participantes do Mercosul. “Integrados podemos trabalhar de maneira mais eficiente e eficaz. E coordenados, ao mesmo tempo, podemos alcançar nossos objetivos com os programas e as políticas de Estado”.

 Além da proteção à primeira infância e da inclusão produtiva, a redução das desigualdades, a extrema pobreza e a segurança alimentar e nutricional são temas apontados como prioritários e fazem parte do Plano Estratégico de Ação Social e da Declaração de Brasília, acordo firmado entre os países do Mercosul. O documento também aponta a criação de um grupo de trabalho para apoiar os países, além de promover cooperações e intercâmbio de experiências.

 Balanço – Na tarde desta sexta-feira (10), o ministro Osmar Terra saudou os participantes da Comissão de Coordenação de Ministros de Assuntos Sociais do Mercosul (CMASM). Representantes do governo brasileiro das áreas de saúde, educação, direitos humanos, cultura, povos indígenas e de desenvolvimento agrário apresentaram relatórios de atividades relacionadas ao bloco regional.

Saiba mais

O Brasil ocupa atualmente a presidência pro tempore do Mercosul, que tem a duração de seis meses – neste período o país tem como obrigação realizar uma série de reuniões especializadas, além daquelas mais gerais, presididas pelos ministros das Relações Exteriores e da Fazenda.

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