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MDS reúne coordenadores estaduais para discutir avanços no Bolsa Família e Cadastro Único

POLÍTICAS PÚBLICAS

Encontro, que segue até quinta-feira (30), busca fortalecer a gestão do programa de transferência de renda e do registro das informações das famílias de baixa renda do país
publicado  em 27/11/2017 20h08
Exibir carrossel de imagens Fotos: Rafael Zart/MDS

Brasília – Coordenadores e técnicos estaduais do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal se reúnem em Brasília até a próxima quinta-feira (30) para discutir os desafios e fortalecer a gestão dos governos federal, dos Estados e dos municípios. O encontro é promovido, anualmente, pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

 Para o secretário nacional de Renda de Cidadania do MDS, Tiago Falcão, um dos maiores desafios é encontrar formas de atender aos mais vulneráveis. “A focalização dos programas sociais não pode ser mensurada pela fila de pessoas que vão ao Cras [Centro de Referência de Assistência Social]”.

 Segundo ele, ainda há outros desafios ligados à comunicação com os trabalhadores sobre as oportunidades de acesso pelas famílias e ao registro dos beneficiários. Falcão também destacou a importância dos Estados na construção de melhorias. “São parceiros altamente qualificados no processo de construção do Cadastro Único e no processo de gestão do Bolsa Família. Eles capacitam e apoiam os municípios. Estar com eles significa ouvir a ponta que conhece as ações profundamente”, explicou.

 De acordo com o pesquisador do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo, Luís Henrique Paiva, 72 países têm o Bolsa Família como inspiração. “Criamos um meio de estender a proteção social aos pobres do mundo’, disse.

 O próximo passo, defendeu ele, deve ser o atendimento a todas as crianças – pobres ou ricas – que estão na escola, sendo que os mais vulneráveis receberiam mais recursos, como já ocorre na Argentina.

 Para o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rafael Osório, mesmo a pobreza no Brasil sendo dinâmica, o Bolsa Família tem um papel estratégico no cumprimento de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, das Nações Unidas.

 “O Bolsa Família é um dos programas que ajudará o Brasil a cumprir a meta de reduzir a pobreza e se aproximar da erradicação da pobreza extrema”, afirmou.

 Phillippe Leite, economista do Banco Mundial, tem trabalhado na África e Ásia apresentando o Cadastro Único brasileiro como forma de conhecer as peculiaridades da pobreza em cada país. Segundo ele, o cadastro é “a base de dados dos pobres”. “Essa base pode ser utilizada para gerar demandas ao governo e encontrar erros. O governo federal precisa do apoio dos Estados e municípios para não deixar as famílias excluídas”, destacou.

 Para a coordenadora do Bolsa Família em Alagoas, Maria José Cardoso, o encontro vai ajudar a aperfeiçoar o atendimento aos beneficiários. “Sempre quando participo dos encontros nacionais, volto cheia de ideias para aplicar no meu Estado. É um momento de avaliação para vermos o que podemos melhorar”.

 Até quinta-feira (30), os gestores irão participar de oficinas para  avaliar a trajetória do programa e do Cadastro Único neste ano, além de conhecer as ações que serão implementadas em 2018.

Informações sobre os programas do MDS:
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