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Presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas defende Sanear Amazônia

Seminário Pan-Amazônico

Joaquim Belo destacou a importância da projeto durante o Seminário Pan-Amazônico de Proteção Social
publicado  em 29/03/2017 13h44
Foto: Divulgação/MDSA

Brasília – O presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Joaquim Belo, defendeu a importância do projeto Sanear Amazônia, do Programa Cisternas, para as populações isoladas e extrativistas da região. Ele participou nesta quarta-feira (29) do Seminário Pan-Amazônico de Proteção Social em Belém (PA).

“O Sanear é uma satisfação muito grande, porque é uma iniciativa que a gente sempre sonhou. Além de cuidar das pessoas do ponto de vista da saúde, o programa vai mexer também com a questão da produção de alimentos”, ressaltou.

Durante a palestra "Os desafios do acesso de povos e comunidades tradicionais da Amazônia às políticas públicas", Belo explicou que o desafio na região é o acesso à água de qualidade e energia, e o Sanear está começando a atuar nessa frente. “O Projeto Sanear é um embrião dessa iniciativa”.

Outro aspecto abordado foi a tecnologia simples usada no programa. Os sistemas implantados pelo projeto permitem melhor aproveitamento da água pluvial, que reservada e tratada de forma adequada é própria para o consumo e outros usos domésticos. “Nós defendemos hoje uma tecnologia que a comunidade dê conta de tocar. O Sanear tem esse viés. Além de levar água tratada, faz a distribuição da água para os sanitários.”

Segundo ele,  a garantia ao território é outro desafio na Amazônia. “Ele (território) permite proteção às pessoas e a qualidade dos alimentos produzidos”, disse, enfatizando também que é necessário disponibilizar o acesso das famílias à saúde e à educação.

Belo informou ainda que, em breve, Roraima definirá uma reserva para as comunidades extrativistas do Estado. “Uma luta de 16 anos para garantir o acesso do nosso povo ao território”, celebrou.

Sanear Amazônia – O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) investe R$ 43 milhões no projeto. No total, serão beneficiadas 3,2 mil famílias com tecnologias sociais para captação, tratamento e uso da água da chuva. Além disso, o Sanear vai construir 100 sistemas em escolas da região.

Experiências – Na segunda sessão desta quarta-feira (29), “Canais institucionais de diálogos com as populações amazônicas”, o assessor do Ministério dos Assuntos Indígenas da Guiana,  Mervyn Willians, destacou que o governo tem mantido diálogo constante com os povos indígenas na construção de uma economia verde para o país. “O nosso desafio é erradicar qualquer forma de pobreza até 2030”, disse.

Néstor Orellana, assessor do instituto equatoriano para o Econodesenvolvimento Regional Amazônico, relatou que o Plano de Desenvolvimento Social do país tem como uma das diretrizes transmitir todas as decisões governamentais na língua nativa dos povos e comunidades tradicionais. “Facilitando o diálogo e a efetivação das políticas públicas”.

Já a representante do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e coordenadora de Mulheres da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (Confrem), Célia Regina Favacho, enfatizou a necessidade de organização da sociedade civil para dialogar com os poderes públicos. "Nosso objetivo é defender nossos direitos e sairmos da invisibilidade”, frisou.

Ministro participa do Seminário Pan-Amazônico de Proteção Social - 27/03/2017

Evento – O Seminário Pan-Amazônico de Proteção Social é promovido pelo MDSA em parceria com Banco Mundial, Unesco, Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza (WWP), Marinha do Brasil, Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda do Pará e prefeituras de Belém, Barcarena e Acará.

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