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Rio Grande do Sul realiza seminário estadual de implementação do Criança Feliz

PRIMEIRA INFÂNCIA

Ministro Osmar Terra palestrou na abertura do evento, em Porto Alegre; programa do governo federal tem foco no desenvolvimento infantil integral
publicado  em 13/06/2017 16h42
Foto: Mauro Vieira/MDS

Porto Alegre (RS) – O ministro do Desenvolvimento Social (MDS), Osmar Terra, palestrou nesta terça-feira (13), em Porto Alegre (RS), durante a abertura do I Seminário Estadual de Implementação do Programa Criança Feliz no Rio Grande do Sul. Em sua fala, Terra apresentou as bases científicas da ação voltada à primeira infância e convocou todos a trabalharem pelo desenvolvimento infantil.

Realizado na sede do Ministério Público Estadual, o seminário reuniu prefeitos e gestores dos municípios que aderiram ao Criança Feliz para discutir o funcionamento do programa e as ações que serão executadas. Na ocasião, o ministro destacou a importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento pleno da criança. Terra explicou que os filhos de famílias mais pobres acabam recebendo menos estímulos e, por isso, chegam à escola com condições inferiores de aprendizado. O programa vai auxiliar as famílias a enfrentar essas e outras dificuldades.

“A criança que vive em uma família pobre, por mais carinho que ela receba, vai ter mais dificuldade de se desenvolver nos primeiros anos de vida, que é o período crítico. Comparando com uma família de classe média em que a mãe lê contos, estimula, usa vocabulário rico, a criança da família pobre vai chegar aos 4 anos de idade com o vocabulário 20 vezes menor. Essa diferença de aprendizagem cria um abismo na escola. Por isso, o Criança Feliz é tão importante. Além do acompanhamento semanal, nós vamos apoiar a família para que ela possa estimular melhor a criança”, ressaltou.

Recursos – O ministro também esclareceu dúvidas sobre o financiamento do programa e reforçou que os municípios não terão custos com a implementação da iniciativa. Todas as ações do Criança Feliz serão financiadas pelo governo federal. “O programa foi idealizado para não dar despesas ao município. Nós vamos repassar recursos para o pagamento dos visitadores, supervisores, multiplicadores estaduais e para os programas de apoio à família dentro do Sistema Único de Assistência Social. Não faltarão recursos para os municípios trabalharem com o programa”, garantiu.

Presente no evento, o prefeito de Redentora, Nilson Costa, disse que o município da Região Noroeste espera ampliar o atendimento à população mais vulnerável. A cidade integra o programa estadual Primeira Infância Melhor há mais de 10 anos. A iniciativa desenvolvida no Estado ajudou a embasar o Criança Feliz. “Fomos um dos primeiros municípios a ter assinado o termo de adesão ao Criança Feliz porque não temos dúvidas de que o programa vai dar certo. Com ele, vamos conseguir atender toda nossa área territorial, dando atenção à população carente”, afirmou.

 Programa Até o momento, 82 municípios gaúchos aderiram ao Criança Feliz. Em todo o país, já são 2.547 cidades participantes. O programa priorizará as crianças de 0 a 3 anos beneficiárias do Bolsa Família e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A iniciativa tem como ponto central a visitação domiciliar. Técnicos capacitados irão até as casas das famílias para mostrar aos pais a maneira correta de estimular o desenvolvimento dos filhos, principalmente nos primeiros mil dias de vida.

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