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Chuva enche o sertão alagoano de esperança

ACESSO À ÁGUA

Beneficiários do Programa Cisternas comemoram a cheia dos reservatórios
publicado  em 30/06/2017 18h35

Brasília – Depois de sete anos, a chuva finalmente caiu com força no sertão alagoano. E pela primeira vez, milhares de famílias beneficiárias do Programa Cisternas, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), comemoram a cheia nos reservatórios.

A chuva começou em maio, mas deu as caras com mais intensidade nos últimos 20 dias, rompendo o ar quente e seco do sertão. A precipitação, esperada para o mês de julho, pegou muitos moradores de surpresa, como Afonsino Ferreira, de 37 anos.

Ele vive com sua família na zona rural de Senador Rui Palmeira (AL), na microrregião do município de Santana do Ipanema. “Ninguém estava esperando a chuva. Foi rápida. Foi ligeira. Foi nosso Senhor que disse ‘agora vou abrir as portas do céu pra vocês porque vocês estão precisando’. Aí veio, e veio com força”, conta.

O verde cresceu diante dos olhos cansados da família de Afonsino, e longe vai a época de buscar água no carro de bois. “Aqui o cabra sofre demais no verão. Não tem água. Fica sempre faltando; aí tinha que comprar. Mas agora, com a cisterna cheia, tudo vai melhorar. Por água, se Deus quiser, esse ano já estamos sossegados. Cisterna é riqueza”.

Além do reservatório para consumo, Afonsino possui uma cisterna com capacidade para 26 mil litros. O reservatório foi construído neste ano para a produção de milho, feijão e a criação de animais.

As cisternas mudam a vida de milhares de pessoas e mostram a prioridade do governo federal em disponibilizar água potável para famílias atingidas pela seca. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, além de garantir água para as necessidades mais básicas, as cisternas também são um instrumento para enfrentar a pobreza.

“A água é um insumo vital. É a base de tudo para que o ser humano possa se manter vivo e produzir alimentos. Por isso, o governo investe nas cisternas para que as famílias sertanejas tenham água de qualidade para viver”, ressaltou.

Até o final deste ano, o governo federal vai investir R$ 67 milhões na construção de 17,5 mil cisternas, sendo 15 mil para consumo humano, 2 mil para produção e 500 cisternas escolares no Estado de Alagoas.

Para quem mais precisa – Desde o ano passado, a secretária executiva do Consórcio para o Desenvolvimento da Região do Ipanema (Condri), Roseli Ramos, percorre quilômetros de estradas de chão batido para levar notícias de esperança para moradores das mais distantes propriedades. Ao todo, o MDS já investiu R$ 30 milhões para a construção das tecnologias sociais de acesso à água na região em parceria com o consórcio.

Uma das porta-vozes do Programa Cisternas para a população, Roseli fala com a empolgação de quem revela uma paixão muito grande pelo trabalho e pelo significado dele para tantas famílias em situação de pobreza.

“O verão sempre maltratou muito os sertanejos e, agora, durante esse período chuvoso, vemos a satisfação dos beneficiários com as cisternas. As pessoas contam histórias de quando percorriam quilômetros para encontrar água para beber e os animais morriam de sede. Quando vemos esse trabalho social chegar a quem mais precisa, crescemos e melhoramos a cada dia como seres humanos atentos às necessidades dos outros.”

Para o secretário executivo estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas, Edilson Ramos, a parceria do MDS com o Condri leva também dignidade para homens e mulheres do campo. “É realmente uma transformação de vida. A satisfação das famílias é muito grande porque antes elas andavam quilômetros para buscar água de péssima qualidade. Agora, elas têm água de boa qualidade do lado de casa. Depois de tanta dificuldade, o sentimento dessas pessoas é de alegria e satisfação porque elas foram lembradas pela política pública”.

Saiba mais

O Programa Cisternas tem como objetivo a promoção do acesso à água para o consumo humano e para a produção de alimentos, o que garante a segurança alimentar e nutricional das famílias mais pobres. A iniciativa é executada pelo MDS em parceria com os governos estaduais e municipais, consórcios públicos municipais e organizações da sociedade civil.

A cisterna para consumo humano é projetada para suprir necessidades básicas (beber, cozinhar e higiene pessoal) de uma família de até cinco pessoas por oito meses, o período normal de estiagem no Semiárido. É uma tecnologia social – um conhecimento desenvolvido e compartilhado na própria comunidade –, simples e de baixo custo, que capta a água da chuva. Trata-se de um reservatório de alvenaria que armazena a água da chuva captada por um sistema de calhas interligado a ela, instalado no telhado.

O Programa Cisternas também apoia a construção de tecnologias sociais de acesso à água para ampliar as condições das famílias agricultoras produzirem alimentos para o autoconsumo e também para a comercialização de excedentes em feiras locais ou nos programas de compras institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Assim, a alimentação fica mais diversificada e com maior qualidade nutricional e a comercialização de excedentes gera renda para essas famílias. São apoiadas várias tecnologias, com destaque para a cisterna calçadão e a cisterna de enxurradas, ambas com capacidade de armazenar 52 mil litros. 

Informações sobre os programas do MDS:
0800 707 2003

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS (61) 2030-1505
www.mds.gov.br/area-de-imprensa