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Agricultores familiares do Distrito Federal vendem orgânicos para o PAA

SEGURANÇA ALIMENTAR

Jucinéia Mota, que integra a Associação dos Produtores e Agricultores Familiares de Esperança, destaca que o Programa de Aquisição de Alimentos dá autonomia aos produtores
publicado  em 02/06/2017 15h27
Foto: Rafael Zart/MDS

Brasília – A agricultora familiar Jucinéia Braga Mota, 29 anos, mora no Assentamento Pequeno Willian, na região rural de Planaltina (DF). Junto com o marido, Aldenir Teixeira Lopes, ela produz mandioca, batata, cenoura, beterraba e hortaliças. Os alimentos orgânicos são vendidos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

“O PAA traz para nós, agricultores familiares, autonomia. O dinheiro que ganhamos com a venda dos alimentos ajuda nos pagamentos da casa e da nossa família. Também investimos na nossa agricultura”, conta.

Jucinéia integra a Associação dos Produtores e Agricultores Familiares de Esperança, que reúne 22 famílias. A produção orgânica é vendida principalmente para o PAA e destinada a entidades socioassistenciais do Distrito Federal. O excedente fica para consumo das próprias famílias e para a venda em feiras e mercados orgânicos.

A certificação de alimento orgânico da produção da agricultora é dada pela Organização de Controle Social (OCS) e pela Organização Participativa de Controle (Opac). Nas certificações, estão indicados o nome de propriedade e o número de cadastro onde o consumidor pode consultar os tipos de produtos. “Na plantação, a gente usa a compostagem como fertilizante. Os técnicos vêm aqui para conferir como a gente está plantando, se está tudo correto com os procedimentos”. Para ela, o orgânico “é saúde, é vida”. “Não é caro se você for olhar pela ótica do que você está consumindo. O orgânico é o melhor para a sua saúde”, afirma.

Trabalho – O dia da família começa cedo. Às cinco da manhã, todos estão de pé. Estudante de Direito, Jucinéia vai para a faculdade pela manhã, enquanto o marido fica na lida. “Depois que chego da faculdade, ainda trabalho. Planto, colho; passo o dia na luta. Mexer com hortaliças é complicado nesse sentido, você tem que ficar trabalhando o tempo todo”.

O Bolsa Família ajuda a complementar a renda. Segundo a agricultora, os R$ 128 do benefício vão para a criação da filha de oito anos. “Compro material escolar, um lanche para a escola. O dinheiro ajuda muito”.

Jucinéia conta que, assim que se formar, não vai abandonar a agricultura familiar. “Quando me formar, vou trabalhar com a agricultura e o Direito. Quero me especializar em Direito Ambiental.”

PAA – O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além de promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar, contribui para o alcance dos objetivos do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

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