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Visitas do Programa Criança Feliz chegam a aldeia indígena do Tocantins

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Iniciativa coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) irá promover o desenvolvimento integral de crianças de baixa renda em todo o país
publicado  em 31/07/2017 16h35
Foto: Mauro Vieira/MDS

Tocantínia (TO) – Após iniciar as atividades na zona urbana há duas semanas, o Programa Criança Feliz chega agora a áreas remotas do país. Moradora da Aldeia Porteira Nrõzawi, em Tocantínia (TO), Ludmila Sdupudi Xerente, 26 anos, foi a primeira indígena a receber a visita domiciliar do programa. A cidade foi escolhida por ser um importante polo indígena do Estado. A região soma 86 aldeias e 3.744 indígenas.  A Porteira Nrõzawi é a mais antiga e também a maior delas: são 334 moradores.

Na frente de casa, a poucos metros do Rio Tocantins, a indígena brinca com as filhas gêmeas, Luciana e Lucimar, de 2 anos. “Costumo brincar com elas, mas não sou de contar histórias”, revela Ludmila, diante da visitadora do Criança Feliz. No encontro, ela recebeu as primeiras orientações sobre como estimular o desenvolvimento das meninas. Tímida, a indígena escuta as instruções com atenção, sorri e se prepara para adquirir novos hábitos.

Além da família de Ludmila, outras 16 foram selecionadas para receber o acompanhamento do Criança Feliz. Em 13 delas, há meninos e meninas com idade entre 0 e 3 anos, duas contam com gestantes e outra tem em sua composição uma criança que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para garantir que as famílias permitissem a aproximação dos visitadores, a gestão local contratou indígenas. Eles serão responsáveis pelo atendimento, supervisão e coordenação das atividades. 

A coordenadora do Criança Feliz no Tocantins, Katilvânia Guedes, reforça que o sucesso da iniciativa depende da preservação da cultura e dos hábitos das comunidades tradicionais. “Para planejar o trabalho, é preciso conhecer a realidade dessas famílias. Não existe imposição de cultura, mas sim uma proposta de trabalho feita com bases nas características históricas desse povo”, esclarece.

A visitadora Elizabeth Xerente é natural da própria aldeia Porteira Nrõzawi. Formada em Filosofia, ela terá a oportunidade de dividir informações e melhorar a vida das crianças da comunidade. “Nas visitas, trocamos muitas experiências. Espero trazer muitas mudanças positivas para essas famílias”, afirma.

Na segunda casa em que visitou, Elizabeth constatou que as atividades lúdicas já estavam presentes. O desafio, de agora em diante, será torná-las mais frequentes. No pátio de terra, Juliana Waikwadi Xerente, 28 anos, brinca, sempre que pode, com os filhos Larisse, Sisdakrã e Dandara, de 11, 7 e 2 anos, respectivamente. As orientações da visitadora foram transmitidas na língua local, o akwẽ.

Após poucos minutos de conversa, a mãe e as crianças já cantavam cantigas infantis, tanto em português quanto no idioma Xerente. Depois, eles se dedicaram a construir juntos animaizinhos de brinquedo. Pequenos gomos de manga ainda verde viraram corpos de bois. Palhas de buriti foram transformadas nas patas do animal.  “Estou achando o atendimento muito bom. Tem muitas coisas que até nós, que já somos mães há mais tempo, não sabíamos. Quero tudo do bom e do melhor para meus filhos”, avalia.

As primeiras visitas domiciliares do Programa Criança Feliz ocorreram nos municípios de Pacatuba e Maruim, em Sergipe. Paraíba, Rio Grande do Norte e Pará também já deram início aos atendimentos. No Brasil, 2.547 municípios aderiram à iniciativa. Este número deve aumentar em breve, já que um novo período de adesões foi aberto e segue até 18 de agosto. Nesta etapa, outras 764 cidades brasileiras poderão ingressar no programa.

Criança Feliz – Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Criança Feliz visa ao desenvolvimento integral na primeira infância. As ações se concentram em visitas semanais a crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família, com idades entre 0 e 3 anos, e às de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nos encontros, as famílias recebem informações  sobre como estimular o desenvolvimento dos filhos, como foco em temas como saúde, educação, cultura e garantia de direitos, entre outros. A intenção é fazer com que as crianças cheguem à escola com melhores condições de aprendizado, estudem mais e tenham mais chances de vencer a pobreza.

Informações sobre os programas do MDS:
0800 707 2003

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1505
www.mds.gov.br/area-de-imprensa