Você está aqui: Página Inicial > Área de imprensa > Notícias > 2017 > Agosto > Brasil é referência nas ações de enfrentamento ao vírus Zika, aponta ONU

Notícias

Brasil é referência nas ações de enfrentamento ao vírus Zika, aponta ONU

POLÍTICAS PÚBLICAS

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, apresentado nesta terça-feira (15), mostra os impactos socioeconômicos da epidemia na América Latina e Caribe
publicado  em 15/08/2017 19h34
Foto: Clarice Castro/MDS

Brasília – O Brasil recebeu destaque pela atuação na epidemia causada pelo vírus Zika no relatório Avaliação do impacto socioeconômico do vírus Zika na América Latina e Caribe, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

De acordo com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Alberto Beltrame, o documento evidencia que as ações intersetoriais do governo brasileiro para combater o mosquito Aedes agypti, mobilizar a sociedade e acolher as famílias são exemplo para o mundo.

“A ação em conjunto entre vários órgãos é extremamente importante para auxiliar as famílias, as mães e as crianças a enfrentar o problema. A parceria com o Ministério da Saúde, por exemplo, foi relevante para o diagnóstico da doença. A assistência social e a rede de saúde ampararam e confortaram as famílias com bebês acometidos pelo zika”, destacou ele, nesta terça-feira (15), durante o lançamento do relatório em Brasília.

Na avaliação do diretor de País do Pnud, Didier Trebucq, o Brasil teve uma resposta eficaz nas campanhas realizadas em parceria com os governos estaduais e municipais.

“Agora é importante o planejamento para evitar impactos maiores no futuro no que tange à microcefalia. Também é fundamental continuar com as medidas sociais para ajudar, principalmente, as pessoas que vivem em áreas mais vulneráveis, que são apontadas no relatório como as mais afetadas”.

O relatório apontou que o zika é responsável por perdas no Produto Interno Bruto (PIB) estimadas entre US$ 7 e US$ 18 bilhões – o equivalente a R$ 22 bilhões e R$ 56 bilhões, respectivamente – na América Latina e Caribe.

O estudo de caso, feito a partir das ações desenvolvidas no Brasil, na Colômbia e no Suriname, mediu os impactos socioeconômicos nos países e nas comunidades mais vulneráveis, além de analisar as respostas institucionais.

Até este ano, 48 países confirmaram casos do vírus, sendo que o maior número de infecções nos países foi registrado durante o ano de 2016, com queda em 2017.

O documento foi elaborado em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC), com a colaboração do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) e a Universidade Johns Hopkins (JHU).

Ações – Durante o lançamento do relatório, foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo MDS, como a implementação do Centro Dia – serviço especializado para atender de forma continuada crianças vítimas da microcefalia causada pelo vírus Zika.

Outro destaque foi a articulação entre o Sistema Único de Assistência Social (Suas) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que as famílias dessas crianças tivessem acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Segundo o documento, “o vírus zika expôs deficiências nos sistemas de saúde existentes em alguns lugares e reforçou a necessidade de fortalecer ou introduzir novos instrumentos de proteção social para as famílias afetadas. O Brasil mostrou liderança exemplar ao preparar um pacote de benefícios sociais, integrante do Sistema Único de Assistência Social (Suas), tais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC)”.

Leia aqui o relatório Avaliação do impacto socioeconômico do vírus Zika na América Latina e Caribe.

Informações sobre os programas do MDS:
0800-707-2003
mdspravoce.mds.gov.br

Informações para a imprensa:
Ascom/MDS
(61) 2030-1505
www.mds.gov.br/area-de-imprensa