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Osmar Terra defende política mais eficaz de enfrentamento às drogas

POLÍTICAS PÚBLICAS

Durante Jornada Sul-Brasileira de Psiquiatria, ministro reforçou que país vive uma epidemia causada pela dependência química
publicado  em 07/04/2017 16h38
Foto: Patrick Grosner/MDSA

Brasília – O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, foi um dos palestrantes da décima sexta Jornada Sul-Brasileira de Psiquiatria, nesta sexta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Ele apresentou dados científicos que reforçam a necessidade de modificação na política sobre drogas no Brasil.

Para o ministro, o país vive uma epidemia causada pela dependência química. Segundo dados do INSS, o número de pessoas que recebem o auxílio-doença devido à dependência química a mais de uma substância psicoativa, como cocaína, crack e LSD, já é maior que o número de auxílios pagos devido ao alcoolismo, por exemplo.

Terra destacou ainda que as drogas são responsáveis pela geração de violência e pelo aumento da pobreza. “A questão da pobreza e da miséria está muito vinculada ao aumento do número de pessoas com dependência química. Não existe nenhum exemplo na história humana que a flexibilização ou legalização de mais drogas para consumo tenha melhorado a situação de um país. A política de liberação de drogas é antissocial, contra os pobres e a sociedade”.

Segundo o ministro, o país precisa evitar o avanço da degradação social com uma política mais eficaz de enfrentamento às drogas. “Precisamos ter uma legislação mais firme, mais rigorosa em relação a isso e ter condições de executá-la. Temos que ter lei para que haja uma diminuição do número de dependentes, da oferta de drogas nas ruas e do número de jovens que ficam dependentes. Queremos que os jovens tenham uma vida produtiva, uma vida familiar feliz que a droga não deixa ter”.

O presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina, Antônio Geraldo da Silva, destacou que é preciso enfrentar o discurso que prega a liberação das drogas. De acordo com ele, as evidências científicas demonstram que onde isso aconteceu a violência e os problemas sociais aumentaram, além de provocar uma epidemia de doenças psiquiátricas.

“Nós, psiquiatras, sabemos que se liberar a droga, teremos uma epidemia de doentes mentais nos nossos consultórios, um aumento enorme no número de pessoas que se suicidarão. A dependência química é a segunda maior causa de suicídio no mundo”, afirmou.

A décima sexta Jornada Sul-Brasileira de Psiquiatria é promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria com o apoio do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul.

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