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Programas regionais com foco na primeira infância servirão de base para o Criança Feliz

Programa Criança Feliz

Oficina sobre as diretrizes do programa federal, em Brasília, teve a presença do ministro Osmar Terra
publicado  em 13/09/2016 18h31
Foto: Mauro Vieira/MDSA

Brasília – O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) pretende usar experiências de sucesso de estados e municípios voltadas à primeira infância como referência para a criação do Programa Criança Feliz. A iniciativa, que será lançada em breve pelo governo federal, tem o objetivo de promover o desenvolvimento infantil. 

Para o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, as experiências regionais são importantes para que o Criança Feliz seja colocado em prática rapidamente em todo o país. “Para estabelecer um grande programa nacional é importante ter os programas que já existem, erros e acertos que foram cometidos para não perder tempo”, afirmou. 

Osmar Terra participou do segundo dia da Oficina Técnica do Programa Criança Feliz, na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), nesta terça-feira (13), em Brasília (DF). O encontro reuniu representantes do governo federal, governos estaduais, municipais e sociedade civil, para debater as diretrizes do programa. 

O Criança Feliz prevê, entre outras ações, visitas domiciliares semanais de acompanhamento dos filhos dos beneficiários do Bolsa Família. Por meio do programa, o governo federal pretende atender mais de 4 milhões de crianças em todo o país até 2018. 

“Há milhões de crianças brasileiras que, nesse momento, estão precisando de atendimento e de acompanhamento, e o nosso desafio é colocar em prática, o mais rápido possível, o programa nacional”, reforçou o ministro. 

Referências – Entre as experiências de sucesso na primeira infância já implementadas por estados e municípios estão o Mãe Coruja Pernambucana, Primeira Infância Melhor (PIM), do Rio Grande do Sul, o Família que Acolhe, de Boa Vista (RR), e o programa Família Paulista, do estado de São Paulo. 

Conforme a coordenadora do Família Paulista, Ligia Pimenta, o programa se destaca pelo diálogo que promove entres áreas como assistência social, saúde, educação, cultura e justiça. As ações alcançam 28 municípios. “Esse é o nosso diferencial: a colaboração, o diálogo e o fortalecimento das capacidades das equipes, para que elas possam compreender o seu papel a partir dos contextos em que estão inseridas”, explicou. 

Outra referência é o trabalho realizado pela Pastoral da Criança, que tem mais de 30 anos de atuação no acompanhamento infantil. A instituição está presente em mais de 3,7 mil municípios. “A gente percebe que nos primeiros mil dias de vida as doenças crônicas podem ser prevenidas. Por isso, toda a ação que reforça as condições dos pais, da mãe, de quem cuida da criança, de dar um bom ambiente para ela, tem que ser aplaudida”, ressaltou o coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança, Nelson Arns Neumann. 

 

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