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Políticas sociais garantem dignidade ao idoso

Carteira do Idoso

Governo federal investe em programas e ações para a promoção da qualidade de vida da população vulnerável acima dos 60 anos
publicado  em 30/09/2016 18h57
Foto: Patrick Grosner/MDSA

Brasília – Maria Francisca de Oliveira, 66 anos, mora em Ceilândia, no Distrito Federal, e é beneficiária do Bolsa Família. Os R$ 240, que ela recebe do programa, são para comprar o gás, os remédios e, principalmente, para a alimentação. “O benefício ajuda muito. Às vezes, não temos frutas e verduras. Mas quando chega o dia do pagamento, a gente já compra tudo e coloca na geladeira”. 

Independência, respeito e mais atenção nesta etapa da vida são alguns dos motivos que dona Maria Francisca e milhares de pessoas acima dos 60 anos têm para comemorar neste sábado (1º), Dia Internacional do Idoso. Por meio das políticas sociais do governo federal, idosos têm conquistado renda e qualidade de vida. Só no Bolsa Família, são mais de 751 mil pessoas nesta faixa etária. 

Já Maria Ernestina Cavalcante, 68, de Fortaleza (CE), conquistou autonomia para viver com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário mínimo. “Se não tivesse esse benefício, com certeza estaria dependendo de algum filho ou trabalhando direto. O dinheiro me ajuda muito. Compro remédio e consigo me alimentar melhor”, explicou. 

O BPC atende, atualmente, mais de 1,9 milhão de idosos. Para solicitar o benefício, o idoso deve ter mais de 65 anos e a renda por pessoa da família deve ser inferior a ¼ do salário mínimo. “Isso gera possibilidade de autonomia e de autoestima porque ele passa a ter um salário”, destacou a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), Carminha Brant. 

A secretária ressalta que o idoso é um público prioritário no Sistema Único de Assistência Social (Suas). “A grande porta de entrada para o idoso é o Cras [Centro de Referência de Assistência Social]. É onde esse público encontra uma série de oportunidades e possibilidades”. 

No Cras, o idoso pode se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e ter acesso a quase 20 programas, como a Tarifa Social e o Minha Casa, Minha Vida. No total, 5,9 milhões de idosos fazem parte do cadastro. 

Foi no Cras que a dona Maria Ernestina fez novos amigos, participou de palestras e teve acesso ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). “É muita diversão. Não queria ficar parada em casa”, conta. No total, em todo o país, mais de 327 mil pessoas participam desse serviço. 

Carteira do Idoso – Por meio da inserção no Cadastro Único, as pessoas com mais de 60 anos, que recebem menos de dois salários mínimos por mês, também podem solicitar o Cartão do Idoso no Cras do município. O documento garante passagens interestaduais gratuitamente – dependendo da quantidade de vagas – ou com desconto de, no mínimo, 50%. 

É com o documento que dona Maria Francisca sai do Distrito Federal rumo a Posses, em Goiás. Ela viaja com frequência para ajudar a cuidar da irmã que está em tratamento contra o câncer. “Às vezes, a gente quer visitar alguém da família, mas o dinheiro nunca dá. Com a carteirinha, procuro a empresa com antecedência e me planejo para viajar”, diz. O documento deve ser atualizado a cada dois anos. Atualmente, mais de 770 mil idosos estão com a carteira do idoso em dia.  

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