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Suas é essencial para que o Brasil atinja os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, diz representante da ONU

POLÍTICAS PÚBLICAS

Relatório do Fundo de População das Nações Unidas aponta a necessidade de investimento em políticas públicas para o atendimento a meninas e adolescentes em todo o mundo
publicado  em 26/10/2016 18h42

Brasília – A rede de proteção social do Sistema Único de Assistência Social (Suas) é essencial para o alcance dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A afirmação é da representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fernanda Lopes, que participou, nesta quarta-feira (26), em Brasília, do lançamento do relatório Situação da População Mundial 2016. 

“Os centros de referência da Assistência Social são decisivos para mudar o quadro de trabalho infantil, da violência doméstica e do casamento precoce. O resultado dessas mudanças serão ainda mais visíveis se houver uma integração entre as diferentes políticas”, destacou Fernanda. 

Durante o evento, a representante do organismo internacional ressaltou que a redução da pobreza, a promoção da igualdade entre os gêneros,  e o acesso à educação e à saúde começam pela rede do Suas. “A ação propulsora da intersetorialidade feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e pelos serviços da rede Suas é essencial para atingir essas conquistas”, acrescentou. 

O relatório do UNFPA destacou a importância de os países investirem no acompanhamento de meninas com 10 anos ou mais para que as 17 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sejam atingidas. No total, mais de 60 milhões de meninas precisam de maior atenção em todo o mundo. Só no Brasil, esse número chega a 1,6 milhão. O trabalho infantil, a falta de acesso a serviços de educação e saúde, o casamento precoce e a violação de direitos são alguns dos problemas que podem prejudicar o desenvolvimento pleno dessas meninas. 

Bolsa Família – O relatório aponta ainda que, se todas as meninas de 10 anos em países em desenvolvimento completassem o ensino médio, a economia desses países poderia ter uma injeção adicional anual de US$ 21 bilhões.  O Brasil é um dos poucos lugares no mundo analisados no estudo em que a proporção de meninas na escola é maior do que a de meninos. 

“Em especial, as condicionalidades do Bolsa Família, principalmente a relacionada à educação, fizeram muita diferença para garantir que a maioria da população com até 10 anos esteja na escola e para que a diferença entre idade e série tenha diminuído”, reforçou a representante das Nações Unidas. Fernanda Lopes ainda defendeu que o próximo passo é dar um salto de qualidade na oferta da educação. 

Para a secretária Nacional de Assistência Social, Carminha Brant, o relatório apresentado norteia as políticas públicas que o governo federal deve promover nos próximos anos. “São dois grupos etários muito importantes para o nosso ministério: os adolescentes e a juventude. Estamos tentando promover ações com o apoio de uma rede nacional, pois há um vazio de políticas públicas para esta faixa etária. É o momento de darmos maior visibilidade e criar políticas para esta faixa etária”, afirmou. 

Carminha ressaltou que o governo federal vem realizando um esforço expressivo no combate ao trabalho infantil. Já o elevado número de adolescentes grávidas indica a necessidade da revisão de algumas políticas públicas. “Ainda temos uma gravidez precoce muito forte, significativa no país. Precisamos de um trabalho de prevenção com este grupo”, disse. Dados do Ministério da Saúde mostram que uma em cada cinco crianças nascidas vivas no Brasil é filha de mães adolescentes. 

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