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Programa Criança Feliz recebe apoio de entidades e especialistas

Primeira Infância

Iniciativa lançada pelo governo federal irá fortalecer políticas públicas para a primeira infância
publicado  em 07/10/2016 17h41
Foto: Lia de Paula/MDSA

Brasília – O Programa Criança Feliz, lançado nesta semana pelo governo federal, recebeu o apoio de entidades, especialistas, médicos e pesquisadores da área. Voltada ao desenvolvimento integral, a iniciativa tem foco no atendimento de crianças de 0 a 3 anos, beneficiárias do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

O Criança Feliz contará com técnicos que farão visitas semanais às casas das famílias para estimular o desenvolvimento das crianças nos primeiros mil dias de vida. O programa reúne ações nas áreas de saúde, assistência social, educação, cultura e justiça. 

O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, Niky Fabiancic, ressalta que o Criança Feliz vai impulsionar o resultado de programas sociais que já existem, como o Bolsa Família, além de cumprir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs).

“O Bolsa Família é muito admirado na América Latina, Caribe, na África e na Ásia. Muitos países têm interesse em aprender sobre o sucesso dele. Espero que, em um espaço curto de tempo, o Programa Criança Feliz seja uma referência internacional e outros países possam aprender com o que o Brasil fez para dar oportunidade às crianças”, afirma Fabiancic. 

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), o Criança Feliz tem como base experiências regionais exitosas de atenção à primeira infância, bem como o trabalho realizado por outros países, como o Canadá. 

De acordo com o embaixador canadense no Brasil, Riccardo Savone, os dois países irão compartilhar técnicas e experiências na área. “Temos algumas tecnologias para apoiar a educação da infância, especialmente para treinar os visitadores, para visitar locais remotos”, destaca. 

Já o médico neurocientista e diretor do Instituto do Cérebro do Rio Grande de Sul, Jaderson Costa da Costa, ressalta a importância de reforçar as políticas públicas destinadas aos primeiros mil dias de vida. “É o momento em que o cérebro responde prontamente, se desenvolve, se molda, aprende com facilidade e de forma permanente. É o momento do maior potencial e do maior ganho para essas crianças e para o país”, aponta. 

Com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento infantil, a Pastoral da Criança também apoiou o lançamento do programa. O coordenador nacional da instituição, Nelson Neumann, destacou que o programa reforça o papel da família no crescimento e desenvolvimento da criança. “Criança é prioridade absoluta. No programa se tem uma proposta de visita domiciliar que vai reforçar a mãe, afinal quem cuida da criança, quem está no dia a dia, os pais, os familiares, e com isso você vai conseguir um efeito a longo prazo”, disse. 

O programa – O Criança Feliz apoiará, inicialmente, os programas de primeira infância já existentes no país. A participação dos estados, municípios e Distrito Federal é voluntária e será feita por meio de adesão. Neste ano, nove estados (Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo) e 95 municípios, onde existem programas semelhantes, vão aderir ao Criança Feliz. Os gestores deverão assumir compromissos com a implementação, o fortalecimento e a articulação de ações para a primeira infância. O objetivo é atender, aproximadamente, 4 milhões de crianças até 2018. 

 

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