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Para agricultores familiares, PAA é sinônimo de segurança na comercialização

Segurança alimentar e nutricional

Produtores rurais trocaram experiências em simpósio sobre compra institucional, em Brasília
publicado  em 24/10/2016 20h17
Foto: Mauro Vieira/MDSA

Brasília – Segurança, oferta de produtos frescos e variados, fortalecimento da economia rural. Essas são algumas das vantagens apontadas pelos agricultores familiares que comercializam a produção na modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), possibilita que estados, municípios e órgãos federais comprem produtos da agricultura familiar de forma simplificada.

Durante o Simpósio de Compras de Alimentos da Agricultura Familiar, realizado nesta segunda-feira, (24), em Brasília, representantes deste mercado se reuniram para trocar experiências. Um deles é o agricultor Orélio Araújo da Silva, de Itaberaí (GO), representante da Coopcerrado. Formada por 3,5 mil famílias de agricultores extrativistas, a cooperativa é responsável pela produção de mais de 170 espécies típicas, entre folhas, frutos e raízes de plantas medicinais e cultivares, como pimenta, arroz, feijão e milho. 

A Coopcerrado também administra uma indústria de beneficiamento de castanha de baru. Para Orélio, o PAA significa segurança na hora de comercializar a produção. “O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é fundamental porque traz segurança na compra. No mercado, por causa de algumas intempéries, há contratos que não são cumpridos”, conta.

Quem também comemora a garantia de comercialização é a agricultora familiar Terezinha Araújo. Moradora de Samambaia (DF), ela divide com o marido, as filhas e a irmã a produção de doces, compotas e geleias naturais. “Não há possibilidade de entrar nas grandes redes de varejo, os impostos são muito altos. O sonho do pequeno produtor é vender para instituições”, destaca.

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Também residente no Distrito Federal, Gildásio Mendes levou para o evento uma amostra do que a Associação dos Produtores Rurais de Alexandre Gusmão (Aspag) cultiva: hortaliças, verduras e frutas. Composta por mais de cem famílias, a Aspag participa da modalidade Compra Institucional há seis anos. “Nesta modalidade, a compra é programada e a quantidade, grande. O governo encomenda quantidades e prazos, e os cooperados podem se organizar para cumprir as metas”, explica.

Em outras regiões do país, o PAA também tem impacto direto na rotina dos agricultores familiares. “É um mercado fora de série. Só no Nordeste, tem potencial de quase meio bilhão de reais”, explica Antonino Cardozo (foto acima), representante da União das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e da Copaíba.

Morador de Piaçabuçú (AL), Cardozo é membro de uma das 40 famílias produtoras de coco e derivados.  “A dispensa de licitação facilitou muito a vida das cooperativas. Essa modalidade de Compra Institucional nos deu oportunidade de disputar uma fatia do mercado”, comemora.

O Simpósio de Compras de Alimentos da Agricultura Familiar foi promovido pelo MDSA, Casa Civil da Presidência da República e Ministério da Defesa. O encontro discutiu a estratégia de compras públicas, o potencial produtivo e os desafios da agricultura familiar.

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