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Publicação internacional destaca importância do investimento na primeira infância

Desenvolvimento Infantil

Revista especializada em saúde The Lancet lançou série focada nos primeiros 3 anos de vida. No Brasil, Programa Criança Feliz acompanhará crianças do Bolsa Família nessa faixa etária
publicado  em 09/11/2016 19h17
Mauro Vieira/MDSA

Brasília – Garantir o desenvolvimento integral e integrado das crianças nos três primeiros anos de vida traz consequências positivas para o resto da vida. Esse foi o principal resultado da série de pesquisa The Lancet, Avanços no Desenvolvimento Infantil: da Ciência a Programas em Larga Escala, lançada no Brasil nesta quarta-feira (9). A pesquisa da revista científica internacional identificou que 43% crianças – cerca de 249 milhões – menores de 5 anos em países com baixa e média renda correm alto risco em seu desenvolvimento devido à extrema pobreza e atrasos no crescimento.

Quando expostas a diversas situações de risco, como fome, desnutrição e violência, as crianças podem ter o desenvolvimento comprometido. O acesso a políticas públicas de qualidade é o caminho para que as famílias consigam reverter esse quadro. No Brasil, o Programa Criança Feliz terá atuação integrada com diversas áreas, como assistência social, educação, saúde, cultura e justiça, para promover o desenvolvimento integral de mais de 4 milhões de crianças do programa Bolsa Família.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, a pesquisa reforça a importância do trabalho do Criança Feliz. “O Lancet é uma das revistas científicas mais respeitadas em todo mundo. Isso serve para que a sociedade tenha conhecimento do que estamos fazendo aqui”, afirmou.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário estima que o Programa Criança Feliz fará 150 milhões de visitas a cada ano, realizadas por 60 mil profissionais. As famílias serão orientadas sobre a melhor maneira de estimular o desenvolvimento das crianças. “É uma escala nunca pensada antes”, avaliou Osmar Terra.

Especialistas que estiveram presentes no lançamento também destacaram a importância da intersetorialidade nos programas voltados para a primeira infância. Conforme o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Gary Stahl, é preciso que as políticas públicas sejam integrais e integradas para terem efeito duradouro, o que é um desafio para todos os governos. “Do ponto de vista do Unicef, é um desafio em todo país o programa Criança Feliz, porque tem que ter um ministério que lidere, mas tem que ser intersetorial”, disse.

Coordenador das pesquisas, o professor da Universidade de Stanford (EUA) Gary Darmstadt afirmou que o Brasil está avançado ao desenvolver o Criança Feliz com o diferencial da intersetorialidade. “Uma das principais coisas que vimos é que tem que haver políticas intersetoriais que guiem essas ações. Então, ter um programa que ajude a criar essa coordenação, que ajude a colocar todos esses recursos juntos e desenvolva uma boa coordenação, são fatores essenciais para o sucesso. Eu acho que o Brasil reuniu essa política e acho que é uma ação fantástica”, ressaltou.  

O presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Eduardo Queiroz, destacou que o investimento na primeira infância é fundamental em qualquer país, estado ou cidade que queira promover um desenvolvimento amplo. “O Brasil já vem, ao longo dos anos, trabalhando com a intersetorialidade na primeira infância, mas a ideia com o Programa Criança Feliz é promover essa integração com todas as áreas cada vez mais”, apontou.

Confira a apresentação do  The Lancet

Transferências de renda – As pesquisas mostraram ainda que programas de transferência de renda condicionada ou não trazem grandes benefícios às crianças das famílias beneficiadas. É o caso do Programa Bolsa Família, que atende 13,9 milhões de famílias. O programa é voltado para famílias extremamente pobres (renda per capita mensal de até R$ 85,00) e pobres (renda per capita mensal entre R$ 85,01 e R$ 170,00). Ao entrarem no programa, as famílias recebem o benefício mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de saúde e educação.

“Em famílias nas quais a pobreza é uma questão, transferências de renda pode ajudar a prover recursos que eles precisam para acessar serviços para seus filhos. Temos boas evidencias de que o Bolsa Família pode ajudar nesse cuidado”, explicou o professor Gary Darmstadt.

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