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Osmar Terra defende políticas públicas de enfrentamento à dependência química

Políticas públicas

Segundo o ministro, drogas estão associadas à violência, ao afastamento do trabalho e à manutenção do ciclo da pobreza
publicado  em 17/11/2016 18h02
Patrick Grosner/MDSA

Brasília – O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou nessa quarta-feira (16) que a cocaína e o crack são atualmente as principais causas de afastamento do trabalho no país. Ao participar do 34º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em São Paulo, ele destacou que, na última década, o consumo dessas drogas aumentou cinco vezes. Para o ministro, a situação atual configura uma epidemia, que aumenta a cada dia e afeta, principalmente, famílias em situação de pobreza. 

Terra lembrou ainda que os acidentes de trânsito podem ser reduzidos a partir de um controle mais efetivo do uso de álcool e maconha. Ele citou pesquisa do Hospital das Clínicas do Rio Grande do Sul. O estudo aponta que a maconha é a primeira causa mais frequente de acidentes com vítimas fatais na Grande Porto Alegre. O álcool é a segunda. “A dependência química está entre as causas mais importantes do empobrecimento das famílias”, reforçou o ministro. 

O ministro também apresentou dados que apontam as drogas como a principal causa da violência do país. Segundo Osmar Terra, enquanto os casos de homicídio na China, país com população sete vezes maior do que a brasileira, não ultrapassam os 13 mil por ano. “No Brasil, este número chega a 60 mil, o que o transforma no país mais violento do mundo em termos absolutos. É preciso mudar as políticas de enfrentamento às drogas, privilegiando dados científicos, deixando de lado ideologias”. 

O evento também marcou o aniversário de 50 anos da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que concedeu ao ministro o prêmio de associado honorário por seu empenho e dedicação à área. “Sou aliado da psiquiatria no nosso governo. Os médicos dessa área precisam reocupar seu espaço na área da saúde mental e ter voz na construção das políticas públicas”, defendeu.  

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