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Banco de Alimentos do DF garante alimentação a mais de 40 mil pessoas

Além de monitorar as necessidades das entidades socioassistenciais, iniciativa promove práticas alimentares saudáveis
publicado  em 10/11/2016 18h22
Foto: Lia de Paula/MDSA

Brasília – Para atender 170 entidades da assistência social, o Banco de Alimentos do Distrito Federal monitora, com visitas in loco, as reais necessidades de alimentação de cada instituição. “A gestão, a partir destas informações, nos dá subsídios para tomar decisões. A gente visita e adequa os alimentos à necessidade do público. Se não fizermos isso para verificar e qualificar melhor a informação, corremos o risco de desperdiçar”, explica a assistente social do Banco de Alimentos, Maria Bezerra.

Quase 500 agricultores familiares entregam alimentos em três unidades de recebimento e distribuição dos produtos que atendem as entidades socioassistenciais. Só em 2015, essas unidades, coordenadas pelo governo local, movimentaram mais de 1,1 milhão de toneladas de alimentos. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é responsável por aproximadamente 70% dos produtos. Assim, os produtos chegam a quem realmente precisa: 40 mil pessoas atendidas pelas entidades da rede de assistência social.

“Também orientamos sobre as instalações de cada entidade, sobre o armazenamento, a manipulação dos alimentos”, conta a assistente social. Maria Bezerra ressalta que um dos motivos para a experiência ter alcançado o sucesso foi o Banco de Alimentos atuar em parceria com os conselhos de Assistência Social e de Segurança Alimentar e Nutricional do DF.

O monitoramento e o processo de gestão do Banco de Alimentos brasiliense foi uma das 12 selecionadas para participar da I Mostra de Experiências de Bancos de Alimentos, que será realizada nos dias 23 e 24 de novembro, em Brasília. O evento também terá a apresentação em pôster de outros 50 trabalhos.

Realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) em parceria com Embrapa, Mesa Brasil Sesc, ONG Banco de Alimentos, Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul e Associação Prato Cheio, o evento vai promover a troca de experiências e vivências do trabalho nos Bancos de Alimentos.

Capacitação para as entidades – Outra ação desenvolvida pelo Banco de Alimentos do DF também foi selecionada para a mostra. Por meio de uma parceria com o curso de Nutrição de uma universidade particular da capital federal, funcionários de 33 entidades, que não possuem nutricionistas para orientar na elaboração de cardápios saudáveis, foram capacitados por meio de oficinas.

Segundo a nutricionista do Banco de Alimentos Lidiane Matos Pires, o objetivo foi o de promover conhecimento e habilidades básicas para o planejamento de cardápios equilibrados. “Elas (entidades) tinham a necessidade de utilizar os alimentos que recebiam da melhor maneira possível”, explicou.

“É uma preocupação nossa não ser só um equipamento de distribuição, mas de promoção de uma alimentação saudável. Nós instruímos as entidades beneficiadas a escolher melhor os alimentos que vão consumir. Esse tipo de capacitação gera autonomia e promove a participação das pessoas nas escolhas da sua alimentação”.

Comida de verdade - Todas as segundas-feiras, os funcionários do Centro Comunitário da Criança, no Distrito Federal, recolhem frutas, verduras e hortaliças em um dos Bancos de Alimentos da capital federal. Os produtos beneficiam 700 crianças nas três unidades da instituição.

“Gosto muito das frutas, da banana, da maçã. Prefiro a comida daqui do que a da minha casa”, conta Luan Ramos dos Anjos, 5 anos. Já Maitê Luiza de Oliveira, também de 5 anos, explica que aprendeu a comer salada na creche. “Quando a minha mãe faz em casa, eu como tudo”.

A diretora do centro comunitário, Rita Silva Ramos, ressalta que cerca de 80% das crianças atendidas são beneficiárias do Programa Bolsa Família. “Esse alimento vai para quem precisa e garante segurança alimentar e nutricional continuada. É uma política de respeito ao cidadão e garante o direito à alimentação adequada”, afirma. “Essas crianças não têm uma alimentação tão rica em casa como têm aqui. É um tesouro para nós”, completa.

A nutricionista da instituição, Raiane Damasceno e Silva, reforça a melhora da saúde das crianças a partir da alimentação oferecida. “Como construímos o nosso cardápio saudável com as doações que recebemos, eles conseguem adquirir os nutrientes que faltavam”.

Informações para a imprensa:
Ascom/MDSA
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