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Cisternas garantem água, segurança alimentar e vida digna aos sertanejos

ACESSO À ÁGUA

Parceria entre MDS e BNDES vai financiar mais tecnologias de convivência com Semiárido e fortalecimento da produção da agricultura familiar
publicado  em 31/03/2016 11h56

Brasília, 31 – Juntamente com a água para as famílias do Semiárido, as cisternas levam mais segurança alimentar e nutricional e vida digna aos sertanejos. Por meio de uma parceria, A parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), estão levando mais cisternas de produção para a população do Semiárido, fortalecendo um círculo virtuoso iniciado com a implantação das cisternas, que garantem o estoque de água utilizado na produção de alimentos, que geram segurança alimentar, renda e desenvolvimento regional.

A ação do governo federal que proporciona às famílias da região a possibilidade de produzir mesmo nos períodos de seca, de 2011 a 2016, entregou mais de 160 mil tecnologias sociais de acesso à água para produção de alimentos. São cisternas do tipo calçadão e de enxurrada, barragens subterrâneas e barreiros trincheira, entre outros modelos, que armazenam água no período da chuva. “As cisternas são o esforço para garantir que o sertanejo viva de forma digna mesmo nos períodos de pior estiagem”, destaca a ministra Tereza Campello.

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A tecnologia social mais comum tem capacidade mínima para armazenar 52 mil litros de água ou mais, dependendo do modelo, e são um incentivo aos agricultores familiares para continuarem na terra, voltarem a produzir alimentos e a criar os animais. Soluções simples para captar e armazenar água da chuva, tanto para consumo humano como para a produção de alimentos, estas tecnologias sociais têm levado alívio aos agricultores familiares nos períodos de seca. “A reserva de água significa mais autonomia para as famílias planejarem sua produção de alimentos e a criação de pequenos animais, independentemente do período regular de estiagem”, explica o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos.

Água para beber – Já as cisternas de água para beber – também chamadas de cisternas de primeira água – reservam água da chuva, de forma apropriada para o consumo, para que as famílias possam usar nos períodos de estiagem. Os reservatórios asseguram água para cozinhar, beber e para a higiene pessoal. Mais de 1,2 milhão de famílias deixaram de recolher água com a lata d’água na cabeça, por receberem as unidades de captação da água da chuva. Ao todo, o Semiárido ganhou uma capacidade de armazenamento de 17,8 bilhões de litros de água.

As maiores beneficiadas foram as mulheres e crianças, sobre quem recaía a tarefa de ter que caminhar longas distâncias e perder várias horas do dia para buscar água. Antes das cisternas, cada família perdia, em média, até seis horas por dia para ir buscar água em açudes – tempo que hoje pode ser dedicado a outras tarefas e para a melhoria da convivência familiar.

A construção das cisternas ainda gera renda nos municípios, movimentando a economia local, promovendo o desenvolvimento local. Desde a compra dos materiais necessários para a construção das cisternas, toda a comunidade é mobilizada para atuar no projeto. É a comunidade quem indica também as pessoas que irão receber o treinamento para a construção das cisternas. Além de receberem um auxílio financeiro, os pedreiros são capacitados por meio do Programa Cisternas. As famílias beneficiadas também participam de cursos de formação sobre a gestão, boas práticas e o tratamento da água armazenada.

Na escola – O programa Cisternas também tem a meta de construir cinco mil tecnologias de captação de água da chuva para consumo em escolas públicas do Semiárido. Em parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), o repasse do MDS para a ação será de R$ 69 milhões. Feitas com placas de cimento, assim como a cisterna de consumo familiar, a cisterna escolar tem capacidade maior de armazenagem (52 mil litros) e pode garantir o acesso à água por oito meses (contando 20 dias de aula por mês).

A implantação de cisternas nas escolas garante água limpa e de boa qualidade aos alunos e impede que as aulas sejam interrompidas por falta de água. Os professores também são capacitados para a gestão da água captada e armazenada, com orientação sobre a finalidade da água coletada, a importância da educação alimentar e nutricional e temas de convivência com a estiagem para serem desenvolvidos com os estudantes. O valor repassado pelo MDS inclui ainda a implantação de bomba elétrica e a compra de filtros de barro para utilização e tratamento da água coletada.

Parceria – A parceria entre MDS e BNDES está na segunda etapa. Serão construídas 3,4 mil tecnologias sociais para apoiar a produção agrícola, com investimento de R$ 46,8 milhões. Também serão construídos bancos comunitários para selecionar e preservar as sementes nativas adaptadas ao Semiárido. Na primeira etapa, foram investidos R$ 84 milhões para implantar 20 mil tecnologias para produção, por meio da Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC) e da Fundação Banco do Brasil (FBB).

Informações sobre os programas do MDS:
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