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Acesso à água melhora produção de agricultores gaúchos

PROGRAMA CISTERNAS

Estão sendo investidos R$ 26,2 milhões para implantar tecnologias que vão beneficiar 2,7 mil famílias no Rio Grande do Sul
publicado  em 24/03/2016 13h48

Brasília - Ao ser selecionada para participar do Programa Fomento às Atividades Produtivas Rurais, a vida da família da agricultora de Ângela Maria da Silva Quadrado, 40 anos, começou a mudar. “Antes eu não tinha condição de comprar uma verdura para os meus dois filhos e muito menos cercar uma horta.”

Primeiro, por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), os técnicos ajudaram a moradora de Camaquã (RS) a desenvolver um projeto para melhorar sua produção. Os R$ 2,4 mil que ela recebeu do programa, ela investiu na qualidade da horta e começou a criar galinhas.

O sucesso do cultivo de batata doce, mandioca, couve, alface, feijão, milho, alface, cenoura, couve e temperos verdes só foi possível a partir de outubro de 2015, quando Ângela recebeu o microaçude do Programa Cisternas. “Antes eu tinha a horta, mas não tinha água. Tinha só um poço e eu me virava como podia. Hoje, nós temos uma mesa mais farta em casa.”

No açude, ela e o marido começaram também a criar peixes. “Coloquei 100 peixes e, no final do ano, eu já posso começar a vender. Vai ser uma renda a mais para a família”, conta. Atualmente, com a venda das hortaliças na feira orgânica da cidade e o complemento que ela ganha pelo Bolsa Família, a família consegue ter uma renda mensal de R$ 370.

A tecnologia que foi implantada na propriedade da família de Ângela faz parte de convênio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul. Com investimento de R$ 26,2 milhões, a iniciativa vai beneficiar 2,7 mil famílias.

São 1.080 microaçudes para irrigação, 540 microaçudes para piscicultura e 1.080 cisternas abertas. A analista de Políticas de Inclusão Produtiva do MDS, Karla Oliveira, explica que o Sul do país tem muita chuva, mas tem alguns períodos mais prolongados de seca. “De novembro a fevereiro, as chuvas são muito irregulares e isso atrapalha a produção agrícola.”

Podem participar do programa os agricultores familiares, quilombolas, indígenas e assentados da reforma agrária atendidos pelo Programa Fomento. As famílias também recebem kits de irrigação com mangueira, bomba, caixa d´água, cano e conexões.

Agora que a estrutura de produção de Ângela está completa, ela planeja o futuro da família. “Quero aumentar a produção cada vez mais e logo conseguir vender para programas como o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] e o Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar].”

Informações sobre os programas do MDS:
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