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“Sei bem o que é ser humilhada, não ter direitos, ser tratada com indiferença”

INCLUSÃO SOCIAL

Ex-beneficiária do Bolsa Família, Vanilda Sousa Araújo se enxergou na personagem do filme Que horas ela volta?, exibido durante 2º Encontro de Mulheres do Bolsa Família de Canoas (RS)
publicado  em 31/03/2016 14h53
Lia de Paula/MDS

Brasília, 31 – “Não tem como não se emocionar. A história da Val é a minha história”, conta emocionada Vanilda Sousa Araújo, de 38 anos, após assistir o filme Que horas ela volta?, da diretora Anna Muylaert. Mãe de quatro filhos, a dona de casa começou a trabalhar ainda adolescente em casa de família. “Sei bem o que é ser humilhada, não ter direitos, ser tratada com indiferença”.

Vanilda foi beneficiária do Bolsa Família por 12 anos. “Fiquei viúva e não tinha como criar os meus filhos. O dinheiro das faxinas não dava pra nada. Foi o dinheiro do Bolsa Família que colocou comida no prato das minhas crianças”, lembra. “Hoje já tenho meus filhos criados, não preciso mais do Bolsa, já tenho como me sustentar.”

Acompanhada do neto de 1 ano e 6 meses, Vanilda participou na quarta-feira (30) do 2º Encontro de Mulheres do Bolsa Família de Canoas (RS), no auditório da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O evento contou com a presença da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que destacou as transformações sociais, econômicas e culturais da população mais pobre retratadas no filme.

“O Brasil mudou e continua mudando. A diferença não está na história da Val, uma nordestina que fugiu da tristeza da seca, para a cidade grande. O diferente está na história da Jéssica, que também saiu do Nordeste, mas agora para estudar, para prestar vestibular, para crescer profissionalmente. Por mostrar para sua mãe que ninguém deve se sentir pior ou melhor que os outros, apenas igual.”

Tereza falou dos dois "Brasis" que o filme mostra. “Estamos construindo um país diferente, um Brasil de oportunidades. Quando o presidente Lula criou o Bolsa Família, há 13 anos atrás, muita gente criticava por preconceito e o desconhecimento. Já melhoramos muito, mas queremos muito mais. E nós temos esse direito.”

A ministra destacou ainda a importância do debate para esclarecer as políticas sociais. “Essas conversas são importante para que possamos nos enxergar, olhar pra frente e continuar construindo esse nosso Brasil. Não vamos aceitar retrocessos, não vamos aceitar diminuir o orçamento do Bolsa Família e reduzir as políticas sociais. Vamos continuar construindo um Brasil onde caiba todas essas mulheres e crianças que sonham.”

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