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Delegações internacionais visitam experiências da agricultura familiar

POLÍTICAS PÚBLICAS

Em visita ao Ceasa, em Brasília, eles conheceram o trabalho de pequenos agricultores familiares, bem como a agricultura orgânica desenvolvida por esses produtores
publicado  em 12/05/2016 16h32
Foto: Lia de Paula/MDS

Brasília - Os estrangeiros que participam do Seminário Internacional Políticas Sociais para o Desenvolvimento, que acontece nesta semana, em Brasília, foram apresentados à experiência do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional. Em visita à Central de Abastecimento (Ceasa) do Distrito Federal, na manhã desta quinta-feira (12), tiveram a oportunidade de ver como se dá a oferta de produtos, bem como falar com pequenos produtores da agricultura familiar.

Maria do Carmo de Souza Pereira, agricultora familiar, que hoje reside no assentamento Chapadinha, narrou sua história. Lembrou que, no início, foi beneficiada pelo Fome Zero, programa lançado em 2003 e que visava o direito de alimentação da população brasileira. Hoje, diz ter uma horta onde planta batata, milho, feijão entre outros produtos. Ela explicou que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), do Distrito Federal, a ajuda no escoamento da produção. “Eu não tinha condição nenhuma, mas com a ajuda do Fome Zero, não só eu, como a minha comunidade – somos 22 mulheres, que hoje estamos todas trabalhando, produzindo, comercializando o produto do nosso quintal e sustentando as nossas famílias”, explicou aos estrangeiros.

Os estrangeiros queriam saber se a venda era direta, ou se atravessadores ficavam com os recursos para só então repassá-los aos pequenos agricultores. Ivone Ribeiro Machado, também pequena agricultora familiar, que vende sua produção tanto ao PAA como no espaço do pequeno produtor, localizado na Ceasa, disse que o dinheiro da venda entra direto na sua conta. “Não há intermediário”. Além disso, que tem ajuda em relação à logística. Para transportar a produção, Ivone utiliza um caminhão cedido pelo governo em comodato à cooperativa a qual é filiada. “A gente só paga o combustível”, disse.

O representante da Emater-DF, Luiz Augusto Rocha, ressaltou que a venda de produtos ao PAA deve ser vista como um início, uma oportunidade para a agricultura familiar. “Queremos que, no futuro, eles digam: não preciso mais do PAA, porque ele é muito pequeno para mim”, declarou. Isso porque há um limite individual anual de, no máximo, R$ 8 mil no programa. Rocha ainda explicou que há um sistema de seguro agrícola, em parceria com o governo, pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que também disponibiliza linhas de crédito com juros subsidiados ao pequeno produtor.

Já o gerente do Banco de Alimentos do Distrito Federal, Natalino de Souza Neto disse que o projeto nasceu com o objetivo de diminuir o desperdício de alimentos, bem como aumentar a segurança alimentar. No DF, 167 entidades sócio-assistenciai como creches e asilos recebem os alimentos próprios para o consumo, que seriam descartados. Ao todo, 43.930 pessoas são beneficiadas. “A Ceasa tem um alto índice de comercialização e manuseio de mercadorias e instalaram o banco de alimentos com o intuito de diminuir o desperdício de alimentos e promover a segurança alimentar”.

Agricultura orgânica – No espaço da Ceasa dedicado ao tema, 36 pequenos agricultores e da agricultura familiar, fornecem produtos orgânicos. A maioria dos estrangeiros queria saber como identificar que o produto comercializado é realmente orgânico. O tesoureiro da Cooperativa dos Produtores Orgânicos de Brasília, Aderbal Jotta, explicou que é exigido um selo. “Há uma certificadora para essa função”, disse. Além disso, ele disse que é realizada auditoria externa.

De acordo com Jotta, com o aumento da demanda, a cooperativa estuda, a partir do próximo mês, ter mais um dia de comercialização na Ceasa. Atualmente, o mercado orgânico funciona às quintas-feiras e aos sábados. A ideia é passar a funcionar também às terças-feiras.

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