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Bolsa Família: 70 delegações dos cinco continentes vêm conhecer o programa

Reconhecimento Internacional

Em seminário internacional, ministra Tereza Campello destaca que ganhos da população com programas sociais vão além da renda
publicado  em 10/05/2016 17h27
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – Em momento de crise, cresce o debate sobre a criminalização da população pobre – de que não trabalha porque é preguiçosa e prefere ser dependente de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. “No Brasil, a população pobre trabalha. E trabalha muito. O Bolsa Família não substitui o trabalho, ele complementa a renda”, afirmou nesta terça-feira (10) a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Ela participou da abertura do XI Seminário Internacional Políticas Sociais para o Desenvolvimento, que está sendo realizado nesta semana, em Brasília. 

Falando a uma plateia composta por 70 delegações que representam os cinco continentes, a ministra lembrou que, nos últimos 13 anos, o Brasil reduziu a pobreza extrema tanto em momentos de bonança, como os observados durante o período chamado boom das commodities agrícolas – entre 2004 e 2008 –, como em períodos de crise econômica, como a desencadeada pelo banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos, ao final de 2008 e que retraiu economias mundiais nos últimos anos. 

De acordo com a ministra, entre 2004 e 2008, quando a economia estava bem, a redução da pobreza no Brasil foi da ordem de 40%. Entre 2009 e 2014, período em que o governo brasileiro manteve e ampliou a política de transferência de renda, mesmo com setores conservadores demandando a redução do gasto com o social, a pobreza extrema no país continuou em queda (-33%). 

“Nós vamos ser derrotados se vencer a tese de que nós estamos vivendo uma crise porque gastamos muito com o social. Essa vai ser a maior derrota”, destacou Tereza Campello. Hoje, os gastos do governo federal com o Bolsa Família estão em torno de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). “Não fez diferença no orçamento do Brasil, que é um país rico. E não vai fazer diferença. Pelo contrário. Ao cortar gastos sociais para sair da crise e da recessão, nós vamos nos afundar mais e mais na crise e na recessão”, advertiu a ministra. “Esse é um debate que está acontecendo no Brasil. E que sirva de alerta para que o mundo todo não retorne para essa agenda neoliberal que criminaliza a população pobre.” 

O diretor do Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU), Daniel Balaban, lembrou que mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, ao passo que apenas 1% da população mundial concentra praticamente toda riqueza. “Hoje, seria muito mais barato investir em políticas sociais (no mundo), para que nós não tenhamos mais conflitos, guerra e fome, do que tentar lidar com o problema daqueles que chamamos de imigrantes, mas que na realidade são refugiados.” 

Para Balaban, sem vontade política, o que sobraria no combate à extrema pobreza seria apenas um discurso vazio. “Investir alguns milhões em pessoas é muito dinheiro, dizem uns. Mas investir bilhões para salvar bancos e sistema financeiro não é muito dinheiro. Como podemos continuar vivendo com essa hipocrisia?” 

A defesa de que é preciso orçamento público para garantir as políticas sociais foi enfatizada pelo embaixador do Reino Unido no Brasil, Alexander Ellis. Ele explicou que é muito comum um país sob pressão econômica e política se fechar. “Mas o que sei sobre esse século XXI, é que o país que cresce é aquele que compartilha conhecimento”, afirmou. Para ele, nos últimos anos, o Brasil dominou uma tecnologia e a dividiu com o mundo. E lembrou que hoje os dois países são parceiros em ações de combate à extrema pobreza em programas pelo mundo. “Meu país reconheceu o Brasil como superpotência de conhecimento.” 

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