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Cisternas emancipam o agricultor do semiárido, afirma Caio Rocha

ACESSO À ÁGUA

Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional visitou famílias beneficiárias no Ceará para avaliar o Programa Cisternas
publicado  em 14/07/2016 14h40
Foto: Lia de Paula/MDSA

Itapipoca (CE) – Ao visitar quatro famílias de agricultores e uma escola rural em Itapipoca (CE), nesta quarta-feira (13), o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Caio Rocha, ressaltou a necessidade de ampliar e qualificar as ações de acesso à água e renda para os agricultores do semiárido. “A cisterna é a melhor forma de emancipação do agricultor do semiárido. O próximo passo é garantir renda para dar autonomia a esta população”, afirmou. “Nosso objetivo é poder fazer como que o agricultor possa se rentabilizar, queremos ir além de ter água somente para a subsistência”.

A tecnologia social de captação de água da chuva reduziu a distância e possibilitou o armazenamento de água de qualidade para consumo humano. Inácia Patrícia do Nascimento, 37 anos, mora na comunidade rural Jenipapo, e conta das dificuldades antes de receber as cisternas. “Antes, sofríamos muito para ter água em casa. Tínhamos que buscar água com os jumentinhos às quatro da madrugada. Depois que recebemos a cisterna de água para beber, aposentamos o nosso animal”, lembra.

Mãe de cinco filhos – um deles com deficiência –, a agricultora familiar e o marido, Marcos de Souza, 40 anos, receberam também a cisterna de produção com capacidade de armazenar 52 mil litros. Ela também já recebeu assistência técnica do governo federal e R$ 2,4 mil do Programa de Fomento às Atividades Rurais para investir na propriedade. O casal cultiva alimentos e produz animais para consumo e comercialização.

Na ocasião, utilizou o recurso do Fomento para a construção de um galinheiro e para a compra de aves. O projeto deu certo e a agricultora familiar vende a produção na feira agroecológica que ocorre toda semana no município. “Quero investir cada vez mais no meu próprio negócio para um dia não precisar mais do Bolsa Família”, disse. Por mês, a família recebe R$ 166 do programa de transferência de renda, além do Benefício de Prestação Continuada (BPC) por conta da deficiência do filho.

“Quando esses projetos chegaram aqui, eu só tinha um canteiro com cebolinha. Não pensava que hoje já estaria vendendo na feira e plantando até milho. Foi a melhor coisa que aconteceu. Esta água é vida para nós”, afirmou. Por semana, a família consegue faturar entre R$ 100 e R$ 200 com a venda dos produtos e dos animais.

O secretário do MDSA, Caio Rocha, destacou a importância da água na vida dessas famílias do semiárido. “Enquanto o agricultor não tem a cisterna e água potável, ele não tem a sua cidadania completa. É como se não tivesse a sua carteira, o seu passaporte para viver”, completou Rocha.

Sobre o Programa de Fomento às Atividades Rurais, o secretário afirmou que a ação pode ser aprimorada para o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural e  ainda para gerar renda ao produtor além da produção de subsistência.

Água e conhecimento para as crianças – Na Escola Rural de Educação Básica José Francisco Soares, a diretora Liliane Sales Albuquerque contou ao secretário que, em média, por dia, as crianças utilizam 200 litros de água e que essa era uma das situações que mais a preocupava sem o auxílio da cisterna. “Novembro e dezembro de 2014 foram meses de muita seca e não tínhamos como abastecer a escola”, lembra.

Além do reservatório de 52 mil litros que está à disposição das crianças, a diretora conta que os alunos também tiveram aulas para evitar desperdícios e colocam em prática rigorosamente. “Alguns pensavam que como é da escola, do governo, poderiam gastar a água à vontade”, disse.

“Hoje, com a cisterna, temos a condição de atender uma escola com água de qualidade. Sem isso, as crianças não tinham aula ou tinham que trazer água de casa para beber”, destacou o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

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