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Rede Trans pede ampliação de apoio a travestis e transexuais

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Reconhecimento do nome social e atenção especializada no acolhimento foram algumas das sugestões apresentadas pelo movimento à ministra Tereza Campello
publicado  em 29/01/2016 15h03
Foto: Ana Nascimento/MDS

Brasília – “É nossa obrigação trabalhar junto com vocês para que essa agenda se torne visível. Sabemos que a batalha é grande e o preconceito no Brasil contra transexuais e contra os pobres ainda é violentíssimo”, afirmou nesta sexta-feira (29) a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Ela participou de reunião com representantes de 11 estados da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (Rede Trans).

Desde 2004, o dia 29 de janeiro é marcado pelo movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) como o Dia Nacional de Visibilidade Trans. O objetivo é ressaltar a importância da diversidade e respeito junto à população de travestis e transexuais, além de combater a homofobia e a transfobia. A Rede Trans estima que, em 2016, 58 travestis foram mortos no país. “São dois assassinatos por dia. Infelizmente, ainda não temos o que comemorar nesse dia. É um dia de luta”, destacou a presidente do movimento, Tathiane Araújo.

As ativistas apresentaram documento com as principais questões que podem ser atendidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Entre as demandas, estão o reconhecimento do nome social para registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e o reforço na atenção especializada em abrigos para a população de rua.

“O MDS é de fundamental importância na nossa vida. Na sopa de letrinhas do movimento LGBT, nós somos a ponta mais frágil e invisível ao Estado. Temos 39 direitos civis básicos negados diariamente e necessitamos de muito apoio da rede de assistência social”, explicou Tathiane.

A secretária nacional de Assistência Social do MDS, Ieda Castro, ressalta que o diálogo entre MDS e o movimento deve se tornar permanente. “A organização do público LGBT e, particularmente a Rede Trans, nos ajuda a conduzir as políticas que atendam as necessidades desse segmento”, afirmou.

“Com as informações e os subsídios da Rede, podemos levar orientações aos técnicos da rede de assistência social de todo o país sobre como abordar a população LGBT, em especial a trans. Temos que ter sensibilidade para atender esse público de maneira diferenciada, conforme as suas necessidades”, reforçou Ieda Castro.

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