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Pronatec garante qualificação para mulheres em presídio de Maceió

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Reeducandas planejam futuro profissional graças ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego
publicado  em 27/01/2016 18h41
Foto: Jorge Santos/Governo de Alagoas

Brasília – Valquíria dos Santos, 31 anos, está prestes a concluir sua pena no Presídio Feminino de Santa Luzia, em Maceió (AL). Sonha em trabalhar em um salão de beleza e, no futuro, montar seu próprio negócio. “Já tenho curso de cabeleireiro e agora estou terminando o de depilação. Quero juntar dinheiro e montar o meu próprio estabelecimento”, diz ela, uma das 34 reeducandas da unidade prisional que estão terminando o curso de depilação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Todos os dias, as alunas têm aulas teóricas e práticas. “Fazer cursos enquanto estamos no presídio é muito importante, pois temos aulas todo dia e isso ocupa a nossa mente”, destaca Valquíria. No total, serão 160 horas de aulas ministradas no próprio presídio pelos professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

O coordenador de Unidades Móveis do Senac, Alexandre César de Melo Barros, afirma que o curso ajuda na ressocialização das mulheres. “É muito prazeroso ver que, com a capacitação, elas podem realmente mudar suas vidas. Doamos equipamentos e materiais para quem sai do presídio e tem interesse em seguir uma profissão”, explica.

Para a reeducanda Ruzinete Belarmino dos Santos, 38, os cursos são oportunidades para quem quer estudar e ter uma carreira profissional. “Eu amo essa área da beleza. Sempre tive vontade de fazer esses cursos, mas nunca tive condições financeiras para isso. Quanto mais cursos eu conseguir fazer, melhor”. Ela conta que, com a liberdade, quer reunir os três filhos novamente e trabalhar para montar seu próprio salão de beleza.

Segundo o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Marcos Sérgio de Freitas Santos, o trabalho com as mulheres é diferenciado. “Proporcionamos momentos de capacitação e de cuidados para que elas tenham dignidade”. O estado de Alagoas foi o primeiro a assinar a Política Nacional de Atenção às Mulheres Encarceradas.

Além do Pronatec, vários outros cursos já foram ofertados às mulheres. Quase 60% da população prisional feminina foi beneficiada. “Além de melhorar a autoestima feminina, esses cursos são uma oportunidade de trabalho para quando elas terminarem de cumprir a pena”, explicou o secretário. Ofertar cursos profissionalizantes a 100% das mulheres pré-egressas é uma das metas do governo de Alagoas para este ano.

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