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“Tínhamos professores, mas não tínhamos água para beber e cozinhar”

ACESSO À ÁGUA

Com a chuva que cai no sertão, escola rural cearense abastece a cisterna de 52 mil litros pela primeira vez
publicado  em 19/01/2016 18h55
Foto: Sergio Amaral

Brasília – Com a chuva que cai no sertão, a Escola Municipal Detelvina Araújo Lima, localizada na comunidade rural Baixio, em Quiterianópolis (CE), conseguiu abastecer pela primeira vez a cisterna de 52 mil litros, construída em agosto do ano passado. Para a diretora da unidade de ensino, Rosalva Maria Lima, a tecnologia social de acesso à água já melhorou a qualidade do ensino e a vida dos alunos.

“Melhorou 100%. Nesses quatro anos de seca na nossa região, sofremos muito com o problema da falta de água. Antes, vinham carros-pipa para trazer água, mas não tinha a mesma qualidade de agora e a nossa capacidade de armazenar em um reservatório de polietileno era pequena. Era um sufoco”, conta. “Esta cisterna é fundamental para nós. Sem água não tem condição de uma escola funcionar”, completa.

Por falta de água para beber e cozinhar, a escola rural teve que suspender as atividades por diversas vezes.  “É muito triste ver as crianças voltarem para casa por falta d’água. Tínhamos os professores e os funcionários, mas não tínhamos água para beber e cozinhar”, relembra a coordenadora pedagógica, Gerlene Costa. A unidade de ensino atende mais de 350 crianças e adolescentes.

A tecnologia social foi construída graças ao Programa Cisternas nas Escolas, executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e organizações da sociedade. “Só ligamos o sistema a partir da terceira chuva. A primeira e a segunda foram para lavar o teto. Na terceira, já ligamos o sistema”, explica Gerlene. Assim, a escola conseguiu encher quase a metade do reservatório com a água captada por meio de bicas.

Segundo a diretora Rosalva, depois da construção da cisterna, o tema acesso à água passou a ser discutido em sala de aula. “Uma merendeira e um professor da escola passaram por uma formação antes de recebermos a cisterna. Eles foram orientados sobre a finalidade da água coletada, a importância da educação alimentar e temas relacionados à convivência com a seca para trabalhar com as crianças”.

 

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