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“O PAA incentivou a gente a plantar mais”

Agricultura familiar

O agricultor familiar Pedro Gomes, de Luziânia (GO), conta como o Programa de Aquisição de Alimentos transformou sua produção de hortaliças, frutas, mandioca e milho
publicado  em 19/01/2016 16h15
Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – Antes do nascer do sol, o agricultor familiar Pedro Ferreira Gomes, 60 anos, já está pronto para começar a lida na roça. Junto com a esposa Deusemir e os sete dos 12 filhos, ele mora na região rural de Luziânia (GO), cidade a 200 quilômetros de Goiânia. Pedro planta hortaliças, frutas, mandioca e milho. Há três anos, quase desistiu da plantação. O convite para participar da Cooperativa Mista dos Agricultores e Agricultoras de Luziânia (Cooperluz) e a vender para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) o fizeram mudar de ideia. “Eu tinha um carro e me virava para vender as coisas. Mas as coisas eram difíceis. O PAA incentivou a gente a plantar mais”, conta ele, apontando para a plantação de mandioca. 

Seu Pedro morou na roça a vida toda. Conta que, desde que criou dentes, já estava ajudando os pais a tirar leite e a trabalhar no roçado. “Minha vida é aqui. De tudo eu tenho um pouquinho; só não planto arroz”. O casal criou todos os filhos com o que ganhou graças ao roçado. A família, relata o agricultor, não sabe o que é passar fome e nunca cogitou - mesmo nos tempos difíceis - deixar o campo. “Não sei o que eu faria na cidade. Tudo o que eu sei está aqui na roça”. 

Em 2012, a rotina da família mudou com as vendas para o PAA. O planejamento da produção começou a fazer parte do cotidiano do agricultor e, assim, ele conseguiu investir mais na fazenda. “É uma alegria quando a gente recebe o dinheiro. Já sei que vou pagar o que estou devendo”, diz. Com o dinheiro em conta, seu Pedro melhorou as condições do plantio. “No último pagamento, paguei um bocado de horas do trator. E paguei a plantadeira para plantar o milho. Senão, eu não daria conta”. 

Para o agricultor, outra conquista possível, graças ao programa, foi acabar com a figura do atravessador na hora de comercializar a produção. Ele conta que chegou a plantar 30 hectares de mandioca, mas o preço ofertado era tão baixo que não compensava o trabalho. “O atravessador é a pessoa mais difícil que tem. No PAA, vendo com um preço bem melhor. O programa melhorou muito a nossa vida; a gente não perde mais a produção”.

 

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