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“Depois que surgiu o PAA, a gente arregaçou as mangas”

SEGURANÇA ALIMENTAR

Agricultora familiar de Luziânia (GO), Antonieta reformou a casa e começou um novo negócio graças ao Programa de Aquisição de Alimentos
publicado  em 18/01/2016 14h41
Exibir carrossel de imagens Foto: Ubirajara Machado/MDS

Brasília – Com cuidado, Antonieta Cintra Pereira, 54, coloca a forma cheia de biscoitos de queijo no forno caipira que comprou com o dinheiro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A agricultora familiar mora há 17 anos na fazenda Sarandi junto com o marido Osvaldo Pereira, 64, em Luziânia (GO), a 58 quilômetros de Brasília. Antonieta foi uma das primeiras cooperadas da Cooperativa Mista dos Agricultores e Agricultoras de Luziânia (Cooperluz) e aceitou o desafio de participar do PAA. “No início, ninguém acreditava. Eu fui uma das primeiras a aceitar. Foi uma coisa que aconteceu na minha vida que eu nunca vou esquecer.”

Com a voz serena, Antonieta conta que a fazenda é sua grande paixão. A vida toda ela morou na roça. Mas logo que casou com Osvaldo, foi para a cidade tentar algo melhor. O marido trabalhava no roçado em outras fazendas. “Era complicado, porque eu cuidava das crianças e ainda trabalhava lavando roupa ou limpando casa.”, lembra a agricultora. Foi então que a família vendeu a casa na cidade e comprou a fazenda Sarandi. “Meus filhos ficaram mais livres. A gente criava uma galinha, um porco, plantava pra comer. A gente não passava mais tanta necessidade. Esse cantinho é a minha paixão.”

Mas a vida na roça foi de muita luta. Mesmo com a área para plantio, ela não semeava a terra com medo de perder a produção. “Não tinha pra quem vender, então não tinha porque plantar”, conta. A produção de hortifruti era apenas para alimentar o casal e os três filhos. Com a oportunidade de vender para o PAA, tudo mudou. “Depois que surgiu o PAA, a gente arregaçou as mangas e disse: agora pode plantar”, explica, com olhar firme. A família começou a plantar mais: cenoura, beterraba, quiabo, jiló, abobrinha, alface e outras folhas.

Com o dinheiro certo todo mês, a família passou a planejar melhor as despesas da casa. Apaixonada pelos biscoitos, bolos e queijos que fazia, Antonieta começou a vender os quitutes. E assim nasceu o Delícia da Roça. O pequeno comércio improvisado na garagem de casa fez sucesso e os biscoitos foram parar na feira, ao lado das frutas e verduras.

Ela e o marido não param um minuto. Enquanto Osvaldo trabalha como caseiro, Antonieta cuida da horta e dos quitutes que vende toda sexta-feira na feira em Luziânia. Assim que volta do trabalho, o marido corre para ajudar no preparo e encomendas dos queijos e bolos. Em dezembro, a agricultora familiar recebeu R$ 1,2 mil do PAA e o dinheiro teve destino certo. “Nós fizemos um consórcio de um carro. Estou pagando um carro novo.”

O programa também ajudou na reforma da cozinha e do banheiro, um sonho que a agricultora tinha há tempos. Além do fogão caipira, para fazer os biscoitos do Delícia da Roça, o freezer também foi comprado com o dinheiro do PAA. “Minha cozinha ficou linda com a reforma, com azulejo nas paredes. O banheiro tá uma gracinha. Foi muito bom esse projeto para mim, vocês não têm nem noção.”

Há cinco anos na Cooperluz, hoje Antonieta planta pouco. Apenas couve e temperos. O filho mais novo resolveu seguir os pais. Ele já planta e vende para o PAA. “Ele já casou e me deu duas netinhas. O programa o ajuda a sustentar a família. E foi o que ajudou a todos aqui na região”, afirma. Com tantas conquistas, Antonieta sonha em poder viajar e conhecer mais cidades. “Quero sair e passear. Caldas Novas que é aqui pertinho eu nunca fui.”

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