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Tecnologia e mobilização popular contribuem para combate ao Aedes aegypti

POLÍTICAS PÚBLICAS

Em Olinda (PE), gestão municipal dedica atenção especial a gestantes e famílias com bebês com suspeita de microcefalia
publicado  em 17/02/2016 11h44
Exibir carrossel de imagens Fotos: Divulgação/MDS

Brasília – O município de Olinda (PE), vizinho a Recife, entrou na guerra contra o Aedes aegypti. A gestão municipal lançou mão de inovações tecnológicas e da mobilização da comunidade para enfrentar o mosquito que transmite a dengue, a chikungunya e o vírus Zika. Pernambuco é o estado com o maior número de casos registrados de bebês com microcefalia, doença associada ao vírus Zika. 

Um ônibus com câmera de alta resolução, que alcança uma área de 700 metros, circula pelas ruas da cidade, mapeando as casas e identificando possíveis focos. “Nas áreas em que há maior incidência do mosquito, vamos com o ônibus e fazemos uma varredura para uma posterior avaliação”, explica a secretária municipal de Saúde, Tereza Miranda. 

Segundo a secretária, muitas vezes os agentes têm dificuldade em acessar caixas d’água, por exemplo. E o ônibus com a câmera faz esse trabalho. “Estamos conseguindo visualizar áreas e avançar com a ação dos agentes. Isso nos dá um maior número de informação para podermos trabalhar e correr atrás dos resultados.” 

A prefeitura também tem mobilizado a população. Por meio do aplicativo para celular Olinda contra o mosquito, é possível acessar orientações sobre cuidados, tratamento e as principais doenças que são transmitidas pelo Aedes aegypti. Além disso, os cidadãos podem registrar possíveis focos encontrados pelos bairros. Assim que a secretaria recebe as denúncias, uma equipe é deslocada para a área para avaliação da situação. “É um canal de comunicação direto com a secretaria e o cidadão.” 

Grávidas – Para as gestantes, foi criada uma área específica no aplicativo. “Sabemos que nesse primeiro momento as grávidas vivem uma angústia muito grande. É um instrumento de orientação para tirarem dúvidas e para melhorarmos o acompanhamento da gestante.” 

O trabalho em Olinda vem sendo desenvolvido em conjunto com outras secretarias, como a de Assistência Social, voltada especialmente para as famílias onde nascem bebês com suspeita de microcefalia. São 42 casos já registrados na cidade pernambucana. “Em relação aos pacientes que nascem com a microcefalia, fazemos um acompanhamento semanal da situação deles. Verificamos quais são os benefícios que essa família pode ter acesso e os serviços da rede de proteção social.” 

Apesar do esforço da gestão municipal, Tereza Miranda lembra que a luta contra o mosquito é complicada. “O governo está fazendo a sua parte e a sociedade também. Mas sabemos que é um inimigo difícil. Precisamos utilizar todos os instrumentos que temos para avançar nessa luta contra o mosquito e ganhar essa guerra.”

 

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