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Programas de Segurança Alimentar e Nutricional são temas de matéria jornalística na Coreia do Sul

CAISAN

Jornal sul-coreano destacou políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura de Belo Horizonte para população de baixa renda
publicado  em 17/02/2016 07h00

Os programas municipais de Segurança Alimentar e Nutricional foram tema de uma reportagem do jornal sul-coreano The Kyunghyang Shinmun. Em janeiro, o jornalista Hee Wan Jung visitou a capital mineira para conhecer os programas desenvolvidos pela Prefeitura de Belo Horizonte. Jung veio ao Brasil em busca de informações sobre políticas públicas voltadas para a população de baixa renda.

Segundo Jung, o jornal está elaborando um material com o tema “Felicidade”. Para isso, atribuiu a vários jornalistas a missão de percorrer o mundo em busca de notícias em áreas como educação, saúde, meio ambiente e alimentação. “Ao saber da existência dos restaurantes populares em Belo Horizonte, a direção do jornal me pediu que fizesse uma pesquisa sobre isso e acabei descobrindo ainda outros programas da PBH na área da alimentação”, disse Jung. “Os programas chamaram atenção dos diretores, que determinaram minha vinda ao Brasil”, completou.

O interesse do jornal sul-coreano pelos programas desenvolvidos em Belo Horizonte vem desde 2012, quando uma comitiva de 53 sul-coreanos esteve na cidade para conhecer o funcionamento do Orçamento Participativo e dos programas existentes na área de Segurança Alimentar e Nutricional. Como resultado dessa visita e depois de colher experiências de programas de assistência social em diversas cidades do mundo, foi publicado um livro na Coreia com os principais programas sociais do mundo, incluindo aqueles desenvolvidos em Belo Horizonte. A informação despertou o interesse do jornal The Kyunghyang Shinmun.

Na capital mineira, Jung e o tradutor Gabriel Jin conheceram a equipe da Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional e visitaram diversos equipamentos. “Esse intercâmbio de informações é fundamental para a disseminação de políticas públicas que melhoram a qualidade de vida das pessoas e combatem a fome”, disse o secretário municipal adjunto de segurança alimentar e nutricional, Marcelo Lana, que ressaltou o fato de os programas da PBH terem sido apresentados recentemente na Alemanha.

Na Horta Comunitária Jardim Produtivo, no Barreiro, o jornalista conversou com a compradora Geslaine Moreira Sales, cliente desde a criação da horta. Também conversou com a produtora Luzia Falcão de Oliveira, que ressaltou a importância da horta para a sua vida. “Hoje eu posso dar aos meus filhos tudo que eu não podia comer antes, porque o dinheiro não dava. Agora, além de ter a geladeira cheia, a venda dos produtos me ajuda na renda familiar”, disse. A Prefeitura mantém atualmente 144 hortas escolares e 55 hortas comunitárias.

O jornalista também visitou os restaurantes populares, conheceu toda a estrutura e todos os procedimentos dos restaurantes, desde o recebimento dos produtos até a preparação das refeições. No Restaurante Popular do Barreiro ele conheceu a família do representante comercial Yan Natanael, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos. “Sempre almoçamos aqui, porque a qualidade, o preço e o serviço são excelentes”, contou Natanael.

No Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresans) e no Banco de Alimentos, Jung conheceu os cursos que são oferecidos, os testes de receitas e o funcionamento das doações de alimentos. O jornalista acompanhou a entrega de alimentos que estava sendo feita para o Instituto Mineiro de Prevenção e Assistência ao Câncer (Impac), que toda terça-feira pega as doações no Banco de Alimentos para 105 pacientes atendidos na entidade.

Atrações

O jornalista elogiou o formato dos Sacolões Abastecer, que funcionam como reguladores de mercado, por comercializarem no mínimo 20 produtos por até R$ 0,99. Belo Horizonte conta hoje com 21 unidades espalhadas pela cidade. Segundo o jornalista, todos esses programas do governo são novidades na Coreia, porque lá não existem políticas públicas tão relevantes. “Nem os serviços de saúde são totalmente gratuitos como aqui, que existe o SUS, por exemplo”, disse Jung.

O jornalista disse que se surpreendeu ao ver que os programas não atendem apenas pessoas pobres ou em situação de rua. “Em todos os lugares encontrei também gente com boas condições”, comentou. De acordo com o secretário Marcelo Lana, os programas seguem diretrizes internacionais de universalização do acesso à alimentação de qualidade, como firmado no Pacto de Milão, do qual Belo Horizonte é a única cidade brasileira signatária.    Segundo Jung, a visita superou suas expectativas. “Espero contribuir para que essas informações inspirem boas práticas de políticas públicas na Coreia, como existem aqui”, comentou.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte

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