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Cresce oferta de educação em tempo integral para beneficiários do Bolsa Família

EDUCAÇÃO

Dados da Pnad ainda apontam que desafio maior está no acesso e permanência de jovens no Ensino Médio
publicado  em 16/02/2016 15h14
Sérgio Amaral/MDS

Brasília – Aos 12 anos, a estudante Ingrid Ribeiro cursa o 7º ano numa escola pública de Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A escola oferece educação em tempo integral pelo programa Mais Educação. A menina pretende ser veterinária e adora estudar ciências. A mãe, Rosângela de Araújo Ribeiro, usou o dinheiro do Bolsa Família para comprar um computador e ajudar a filha nos estudos.

“Ela é muito estudiosa. Quando não se dedica aos livros, está no computador fazendo pesquisas. Falo para ela que hoje as portas estão abertas, que tem de tudo, diferente da minha época”, ressalta a mãe que concluiu o ensino fundamental e teve de trabalhar desde cedo na roça para ajudar os pais. Se continuar com os bons resultados na escola, Ingrid deverá concluir o Ensino Fundamental na idade certa.

A educação em tempo integral ampliou a oferta de vagas para beneficiários do Programa Bolsa Família. Em 2014, 35 mil escolas com maioria de alunos beneficiários ofereceram educação em tempo integral. Entre 2012 e 2013, a cobertura de estudantes que recebem o Bolsa Família e estão matriculados em escolas de tempo integral aumentou 5 pontos percentuais. Nesse ritmo, o Brasil deverá alcançar a meta de 25% dos alunos nesse tipo de escola em apenas 3 anos, antes do prazo definido pelo Pano Nacional de Educação.

 

Desafio – Os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que o maior desafio ainda é o acesso e a permanência de jovens no Ensino Médio. Entre os beneficiários do Bolsa Família de 15 a 17 anos de idade, 62,6% frequentam uma escola de ensino médio. O cumprimento a meta estabelecida para 2024, de 85% dos jovens nessa faixa etária cursando o Ensino Médio depende em grande parte do estímulo aos jovens do Bolsa Família.

 

O ensino técnico profissionalizante tem se mostrado a melhor forma de estimular a continuidade dos estudos. O jovem Thiago Costa, de Bauru (SP), é um exemplo disso. Beneficiário do Bolsa Família, ele fez curso técnico do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Em setembro de 2015, aos 19 anos, Thiago representou o Brasil em uma competição internacional de profissões técnicas, o Worldskills, e levou medalha de ouro. “O conhecimento é algo que ninguém vai tirar de mim. Todo mundo tem que ter uma oportunidade. Como eu consegui, muito outros jovens também podem”, disse na ocasião.

O programa Bolsa Família também incentiva adultos que abandonaram os estudos a voltarem para a escola. Entre os beneficiários do Bolsa, há mais de 300 matriculados na Educação de Jovens e Adultos, na faixa entre 18 e 29 anos de idade.

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