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MDSA reúne estados e municípios para debater execução do Criança Feliz

Criança Feliz

O ministro Osmar Terra destacou que o programa será desafiador e resultará em uma mudança transformadora para as famílias
publicado  em 13/12/2016 17h54
Fotos: Mauro Vieira/MDSA

Brasília – O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, destacou nesta terça-feira (13) que o Programa Criança Feliz será desafiador, mas que resultará em uma mudança transformadora para as famílias brasileiras que estão em vulnerabilidade social. “Temos o grande desafio de mudar o futuro de gerações e diminuir a pobreza no país. Nosso objetivo é reduzir as desigualdades desde o início. Existe um ciclo intergeracional da pobreza, que vai ser impactado pelo programa. Vamos dar a oportunidade dessas famílias receberem um acompanhamento desde a gestação”. 

Ao participar da abertura do I Encontro Técnico do Programa Criança Feliz, o ministro ressaltou ainda que o programa integrará as políticas por meio de ações coordenadas em várias áreas, como saúde, assistência social, educação, justiça e cultura. “Vamos ter um desafio que é integrar e articular essas políticas e colocá-las nas mãos das famílias que têm crianças pequenas, começando com as mais pobres. Nós temos que estabelecer uma regra, um protocolo de ação, e fazer um trabalho permanente de avaliação e discussão”. 

Durante a reunião, foi apresentado o processo de implementação do Criança Feliz – de estratégias de parcerias a modelos de financiamento e gestão. O encontrou em Brasília reuniu gestores de estados que aderiram ao programa e de municípios que executam estratégias de desenvolvimento infantil, além de especialistas. 

Até 2018, o Criança Feliz beneficiará 4 milhões de crianças de até 3 anos do Bolsa Família e de até 6 anos que recebem o Beneficio de Prestação Continuada (BPC). As famílias serão acompanhadas por profissionais capacitados, que farão visitas domiciliares periódicas. 

O programa tem como base experiências exitosas de programas regionais, como o Primeira Infância Melhor (PIM), do Rio Grande do Sul, o Mãe Coruja, de Pernambuco, e o Arapiraca Garante a Primeira Infância (Agapi), em Alagoas. 

Experiências – Há 13 anos em funcionamento no Rio Grande do Sul, o PIM alcança 242 municípios. No encontro técnico, a pedagoga e gestora do programa, Kelly Cunha, falou sobre a importância da visitação domiciliar para as famílias. “Sem a figura do visitador seria impossível implementar o programa. O visitador está capacitado para conhecer com mais detalhamento o desenvolvimento infantil e vai orientar para que a família consiga a estimulação necessária para cada faixa etária”. 

Em Arapiraca, o Agapi visita mais de 19 mil famílias e, aproximadamente, 5,6 mil crianças. O município alagoano aderiu ao Criança Feliz e agora espera aumentar o número de atendimentos. “Já contribuímos com o programa em um primeiro momento. Estivemos aqui contando a nossa experiência junto com outros municípios, passando a nossa experiência. Estamos aqui hoje cheios de expectativas para contribuir ainda mais com o Criança Feliz”, contou a secretária de planejamento da iniciativa, Cícera Pinheiro. 

Metodologia – Desenvolvido pela professora e psicóloga social, doutora Jane Lucas, o método Care for Child Development (CCD) - Cuidado para o Desenvolvimento da Criança - será a base do Programa Criança Feliz. O método é usado em 19 países. Jane apresentou a metodologia no encontro, que segue até esta quarta-feira (14)

“O principal destaque do CCD é o foco nas habilidades dos pais. São métodos que ajudam os pais a desenvolverem as habilidades dos filhos, do nascimento até os três anos de idade”, explicou. 

A doutora destacou que ficou emocionada quando descobriu que o Programa Criança Feliz iria usar a metodologia do CCD. “Teremos a oportunidade de alcançar as crianças que mais precisam de cuidados e de mudar a vida delas”. 

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