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"Programa Criança Feliz é embrião de uma grande mudança no país", afirma Osmar Terra

Primeira Infância

Em Porto Alegre, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário se reuniu com visitadores e representantes da população para trocar experiências sobre o atendimento às famílias mais vulneráveis
publicado  em 19/08/2016 17h05
Foto: Patrick Grosner/MDSA

Porto Alegre – O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, se reuniu com visitadores e monitores do Programa Primeira Infância Melhor (PIM), de Porto Alegre (RS), para aprimorar as ações voltadas para a primeira infância. “Os encontros que trabalham essa questão da primeira infância estão sendo o embrião de uma grande mudança que vai ocorrer na sociedade brasileira: um cuidado maior com as crianças no princípio da vida”, afirmou o ministro, nesta sexta-feira (19), na capital gaúcha.

Osmar Terra lembrou que esteve à frente da pasta estadual de Saúde durante a implantação do Primeira Infância Melhor, em 2003. Ele foi enfático ao falar sobre a importância dos cuidados nos primeiros mil dias de vida. “Hoje a ciência mostra que são nos primeiros anos de vida que todas as competências se organizam. Uma criança que nasce com problema de visão, por exemplo, se ela não corrigir nos primeiros seis meses, não adianta corrigir depois”, explicou. Segundo o ministro, políticas públicas com esse foco podem garantir às crianças maior escolaridade, melhores empregos e, consequentemente, a saída da pobreza.

Terra ressaltou ainda que o governo federal está criando o Programa Criança Feliz, tendo como base iniciativas de sucesso, como é o caso gaúcho. Ele também citou os programas Família que Acolhe, em Boa Vista (RR), o Mãe Coruja Pernambucana, o Arapiraca Garante a Primeira Infância, em Alagoas, como bons exemplos, além do Educa tu hijo, de Cuba, e a experiência do Canadá. 

“Estamos criando o Criança Feliz em escala nacional para as famílias mais vulneráveis, que são as do Bolsa Família”, afirmou. No total, até 2018, o governo atenderá mais de 4 milhões de crianças de baixa renda em todo o país. Os visitadores vão acompanhar semanalmente as famílias. O programa, explicou o ministro, é uma evolução do Brasil Carinhoso, e vai reunir ações da assistência social, saúde, educação, cultura e direitos humanos. 

Durante o encontro, o médico neurocientista do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio Grande de Sul, Jaderson Costa da Costa, apoiou a iniciativa do ministério de levar ações de desenvolvimento e estímulo infantil a todas as crianças pobres do país.

“Os mil dias de vida são importantes e fundamentais para a organização do cérebro. Nessa etapa, são formadas as conexões cerebrais, a estrutura do cérebro. Também se organiza nesse período toda a função motora, sensorial e afetiva da criança. Por isso, é de extrema importância esse programa do governo federal que vai justamente se atentar para esses mil dias. Este período é fundamental para o desenvolvimento de um ser saudável. São os mil dias mais importantes da nossa existência”.

Debate – O "VIII Encontro Municipal do PIM PIA: Famílias, Gestantes e Crianças, pelo olhar da resiliência" discutiu as capacidades das famílias, gestantes e bebês em situação de alta vulnerabilidade superarem as dificuldades. A programação contou com a apresentação de experiências de atendimentos realizados na capital gaúcha. Participaram do evento técnicos do governo estadual e da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), além de representantes da sociedade civil.

 

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