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Famílias baianas expõem doces e geleias na Feira de Povos e Biodiversidade do Brasil

BIODIVERSIDADE

Cooperativa participou do evento que reuniu, no Rio de Janeiro, 26 empreendimentos de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares
publicado  em 22/08/2016 17h53
Rafael Zart/MDSA

Brasília – Com muito cuidado e carinho, a agricultora familiar Benedita de Fátima Barbosa, 40 anos, empilha os potes de geleia e compotas de umbu, maracujá da caatinga, manga e outras frutas do Nordeste. Representante da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), ela expôs os produtos na Feira Povos e Biodiversidade do Brasil, realizada na Casa Brasil, no Rio de Janeiro, promovida pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e do Meio Ambiente.

O evento reuniu 26 empreendimentos de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares, que tiveram a oportunidade de mostrar práticas e saberes fundamentados no uso equilibrado dos recursos naturais e transmitidos de geração a geração.

“Participar desta feira ajuda muito para divulgar internacionalmente nosso produto e as frutas do Nordeste. A feira abre mercados. Já estão me perguntando onde comprar aqui no Rio de Janeiro”, contou Benedita, com sorriso no rosto.

As frutas da Caatinga, que antes se perdiam no Semiárido da Bahia, são o sustento de 263 cooperados da comunidade tradicional de fundo de pasto. A produção é vendida em feiras, exposições e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo MDSA. Benedita destacou que o dinheiro do PAA levou segurança às famílias. “A cooperativa é formada por 80% de mulheres. Nós pensamos primeiro na família. Eu consegui melhorar meu telhado e reformar minha cozinha com esse dinheiro”, diz, orgulhosa.

Os cooperados também fazem parte do programa de Cisternas do Governo Federal. São as cisternas de primeira água e de produção que auxiliam as famílias no período de estiagem. “A gente mora numa região onde a água fica muito longe. Com a cisterna do lado de casa, temos menos trabalho e acesso a uma água de qualidade para o consumo da família”, explicou a agricultora.

Benedita está na cooperativa desde a criação, em 2004. Assim como ela, outras mulheres conseguiram gerar renda e ter autonomia. “Isso foi muito bom, porque deu liberdade para fazermos as próprias escolhas e para melhorar a vida das nossas famílias.”

PNPCT – A feira é uma ação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT) para promover o reconhecimento, a valorização e o respeito à diversidade socioambiental e cultural dos povos e comunidades tradicionais. A implementação da política é coordenada pelo Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), que tem como secretário geral o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

O evento, promovido no período dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, deu oportunidade para estrangeiros conhecerem um pouco sobre a diversidade brasileira. A inglesa Caitlin Lunn, 19 anos, se impressionou com os produtos orgânicos. “Gostei muito da feira. Comprei esse café para o meu namorado; ele adora café.”

Informações para a imprensa:
Ascom/MDSA
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www.mds.gov.br/saladeimprensa