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MDS padroniza mais uma tecnologia social para apoiar agricultores do Semiárido

ACESSO À ÁGUA

Cisterna Telhadão tem capacidade para captar e armazenar 25 mil litros de água da chuva para ser utilizada na irrigação do plantio e para criar os animais
publicado  em 19/04/2016 17h13
Foto: Divulgação/MDS

Brasília – Damiana de Oliveira Lima, 31 anos, mora na comunidade Tapuio, em Poço das Trincheiras (AL). Agricultora familiar, nunca teve a oportunidade de criar animais e de plantar hortaliças e verduras, mesmo que fosse para o consumo próprio, do marido e dos dois filhos. “Só conseguia plantar o coentro numa bacia.” 

Em 2012, Damiana e família conquistaram sua cisterna para consumo, o que facilitou o acesso à água mesmo durante a estiagem. Depois, a agricultora viu a qualidade da alimentação da família melhorar a partir do momento em que recebeu a Cisterna Telhadão.

Conhecida em Alagoas como cisterna aprisco, a unidade é composta por um reservatório com capacidade para armazenar 25 mil litros e por um galpão que coleta a água que cai da chuva e que pode ser utilizado como galinheiro, pocilga, aprisco (para as ovelhas ou cabras), depósito de ração ou feno ou para o armazenamento de grãos. 

Hoje, a família alagoana, que não tinha condições de manter animais pela falta de água, já cria mais de 20 cabras, 10 galinhas e deixou de plantar o coentro na bacia para plantar tomate, cebola, pimentão e outros produtos em um canteiro produtivo. “A cisterna modificou muito a minha vida. A seca nos últimos quatro anos é muito pesada. A nossa salvação é essa cisterna. Tenho água bastante para não me preocupar.” 

“Nossa alimentação melhorou 100%. Não é sempre que tínhamos dinheiro para comprar as verduras ou a ‘mistura’ [carne]. E agora tiramos de dentro da nossa propriedade”, completa Damiana, que é beneficiária do Bolsa Família e recebe R$ 289 por mês. Com a transferência de renda, ela compra os demais alimentos. 

A partir de agora, como Damiana, mais famílias poderão ser beneficiadas com a Cisterna Telhadão. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) publicou norma que padroniza a construção da tecnologia social de acesso à água para apoiar a produção de alimentos e a criação de animais. “Ao uniformizar todo o processo, você garante um padrão de qualidade do processo construtivo e metodológico de todos os parceiros envolvidos na construção”, explica o coordenador de Acesso à Água para a Produção de Alimentos do MDS, Vitor Leal Santana. 

Ele destacou que o objetivo da padronização das Cisternas Telhadão e da entrega de mais 160 mil tecnologias sociais de apoio à produção é melhorar a vida das famílias sertanejas.  “Eles têm acesso à água com mais qualidade e garantem a segurança alimentar e nutricional dessas famílias.” 

A expectativa é de que, até 2017, sejam construídas quatro mil unidades desta nova tecnologia no Maranhão. O custo unitário estimado é de aproximadamente R$ 10 mil, que inclui despesas associadas a todas as atividades necessárias para sua implementação, como mobilização, seleção e capacitação das famílias, construção do reservatório e da estrutura de captação, além do custeio operacional.

Tecnologia Social Cisterna Telhadão

Com a Cisterna Telhadão, a água da chuva é coletada do telhado de um galpão rústico com 40 m² por meio de calhas e é armazenada em uma cisterna de placas pré-moldadas de concreto, que constitui um reservatório cilíndrico e coberto, no mesmo molde das outras cisternas de placa. Para a construção da parede, são necessárias 78 placas de cimento para a lateral da cisterna além de outras 81 para a cobertura. 

Assim como as demais tecnologias sociais de acesso à água para produção, o público alvo potencial são as famílias com renda de até meio salário mínimo per capita, residentes na zona rural do município e sem acesso à água potável. São priorizadas aquelas em situação de extrema pobreza, beneficiárias do Bolsa Família, as chefiadas por mulheres, as com maior número de crianças de 0 a 6 anos, as com maior número de crianças em idade escolar, as com pessoas com deficiência e as chefiadas por idosos. 

Além de receber a tecnologia social, as famílias participam de capacitações para gestão da água e da unidade de captação e armazenamento na produção dos alimentos. Além disso, ainda são qualificadas equipes de agricultores para a construção das cisternas de placas. 

 

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