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Delegações estrangeiras visitam o Brasil para conhecer Cadastro Único

Reconhecimento Internacional

Em visita a Cras no Rio de Janeiro, o grupo conheceu como funciona a política de assistência social e o cadastramento das famílias para participar de programas sociais
publicado  em 05/04/2016 17h37
Foto: Marcos Prates

Brasília – Delegações da Argentina, Austrália, Chile, Costa Rica, Letônia, México e Rússia estão no Brasil para conhecer o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e como é feito o gerenciamento das informações. Em visita ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Ricardo de Lamare, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (5), o grupo pode entender melhor as políticas de assistência social e o trabalho de cadastramento das famílias.

Representante do Ministério do Bem-estar da Letônia, país de pouco mais de dois milhões de habitantes, Julija Krizinauskaite se surpreendeu com a quantidade de famílias que são incluídas na base de dados do governo federal. Atualmente, o Cadastro Único reúne informações sobre 26,1 milhões de famílias de baixa renda.

“O Rio de Janeiro tem 1,5 milhão de famílias no Cadastro Único. Esse número é quase a população do meu país todo. Administrar esse volume de dados e mantê-lo atualizado deve ser um desafio”, afirmou Julija. Ela elogiou a complexidade da ferramenta tecnológica e sua integração com programas estaduais e municipais. “Nosso sistema é desenhado de forma diferente do Brasil. Ele é para o governo planejar políticas sociais, alertar municípios e ajudá-los no planejamento anual das políticas.”

O coordenador da Unidade de Sistemas de Informação Integradas da Área Social do Uruguai, Milton Silveira, destaca a busca ativa como um grande diferencial do Brasil. Por meio dela, os gestores públicos localizam e incluem no Cadastro Único as famílias de baixa renda. “Esse esforço do Brasil para registrar todas as pessoas que estão fora do sistema de proteção social me chama a atenção. O mais substantivo é ver os resultados alcançados para um país com as dimensões do Brasil.”

A diretora do Núcleo de Programas de Transferência de Renda da Subsecretaria de Proteção Social Básica da Prefeitura do Rio de Janeiro, Jeanine Lopes, destacou a intersetorialidade do Cadastro Único que é realizada na capital fluminense. “A assistência social trabalha em parceria com a educação, saúde e com a inclusão produtiva. A nossa parceria com a rede Windsor possibilita a qualificação profissional de jovens da Rocinha e a inclusão deles no mercado de trabalho.”

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A intersetorialidade dos programas sociais chamou a atenção da gerente nacional do Departamento de Informações e Dados da Austrália, Andrea Jones. “Foi diferente saber que são as famílias que são cadastradas e não apenas a pessoa. Saber que com o mesmo cadastro ela consegue acessar diversos outros programas sociais também foi interessante.”

Para Andrea, aplicar alguns conceitos da experiência brasileira pode ajudar seu governo a desenvolver ainda mais as políticas públicas do país. “Definitivamente, o Cadastro Único é um conceito que eu vou levar para a Austrália. Uma coisa que a gente ainda não consegue entender é porque uma região consegue desenvolver os programas melhor que outra. E ter um Cadastro Único pode nós ajudar a mapear isso.”

A diretora do Cadastro Único do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Joana Mostafa, ressaltou a importância de países com essa experiência de integração de dados visitar o Brasil. “Essa troca também é importante para nós, para continuarmos a desenvolver as nossas políticas”, explicou. Para Joana, o grande desafio agora é fazer com que os dados do Cadastro Único sejam acessados e atualizados por todos os programas que o utilizam.

A visita das delegações ao posto de cadastramento ocorreu como parte das atividades do Seminário Internacional de Integração de Bases de Dados e Sistemas de Informações para Aperfeiçoamento de Políticas Públicas, promovido nesta semana pelo MDS e pelo Banco Mundial.

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