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Brasil lidera construção de indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

POLÍTICAS PÚBLICAS

Encontro promovido pelo IBGE reuniu governo federal e organismos das Nações Unidas para apresentar indicadores aos formuladores de políticas públicas
publicado  em 26/04/2016 16h35
Foto: Lia de Paula/MDS

Brasília – O Brasil assumiu o papel de liderança na construção dos indicadores mundiais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). No início de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) assumiu a presidência da Comissão de Estatística das Nações Unidas, que definiu os 231 indicadores que vão ser acompanhados até 2030.

Nesta terça-feira (26), o IBGE reuniu formuladores de políticas públicas e gestores de informação do governo federal e de organismos das Nações Unidas para apresentar estes indicadores. “Nós fomos aprovados pela Comissão de Estatística das Nações Unidas em março. Agora vamos contar sobre os desdobramentos e esse primeiro conjunto de indicadores que os países vão começar a trabalhar”, afirma a presidenta do Instituto, Wasmália Bivar.

O Brasil tem contribuído para que a agenda de discussão dos ODS seja uma agenda universal. Desde os Objetivos do Milênio (ODM), o país tem sido pioneiro nas políticas de redução da pobreza e da desigualdade. Na meta de redução da fome, o Brasil alcançou, em 2014, a redução em 82% do número de subalimentados no país, o que tirou o país do Mapa Mundial da Fome, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO). Já as ações do Brasil Sem Miséria ajudaram cerca de 22 milhões de pessoas a se manter fora da extrema pobreza. E a estratégia ainda diminuiu a pobreza multidimensional de 8,3% da população, em 2002, para 1,1%, em 2013.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, as 169 metas dos ODS serão um grande desafio para o país. “Queremos nos próximos 15 anos cumprir cada uma dessas metas. Não queremos só reduzir pobreza de renda, mas reduzir a pobreza do ponto de vista multidimensional”. Ainda de acordo com Tereza Campello, é importante reafirmar os avanços e combater os preconceitos, para não haver retrocesso.

O diretor-executivo do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro Rio+), Romulo Paes, destacou que o Brasil conseguiu ir além da agenda que foi pactuada nos Objetivos do Milênio. O desafio agora, segundo o diretor, está ligado à complexidade dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e integrar as áreas econômica, social e ambiental. “O Brasil pode fazer a mesma coisa. A sociedade civil é o ator fundamental para que o Brasil, considerando as competências que já possui, supere os ODS.”

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