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Tereza Campello: “Erradicar a fome exige ações ambiciosas, com larga escala e de grande impacto”

POLÍTICAS PÚLICAS

Na Cúpula das Nações Unidas, ministra falou sobre as ações bem-sucedidas do governo federal que tiraram o Brasil do Mapa da Fome
publicado  em 26/09/2015 19h21

Brasília – “Temos urgência em erradicar a fome e, para isso, temos que ter ações ambiciosas, com larga escala e de grande impacto”. Esta foi a principal mensagem da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, durante dois eventos promovidos neste sábado (26) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Nova Iorque.

A ministra destacou a importância do Brasil no debate sobre a fome não apenas por ter saído do Mapa da Fome há um ano, mas porque foi o primeiro país em desenvolvimento a colocar a fome e a pobreza no centro das políticas públicas. “A fome não resulta apenas da falta de alimentos no mundo, da pouca produção de comida ou da ausência de tecnologias”, afirmou, durante o evento Segurança alimentar na agenda pós-2015: a Carta de Milão no contexto da nova parceria global pelo desenvolvimento sustentável.

A Carta de Milão é um documento internacional que tem como pontos centrais o desenvolvimento sustentável, o fomento à agricultura responsável, a redução de desigualdades nas áreas urbanas e o respeito à identidade sociocultural que o alimento fornece. A ministra Tereza Campello foi uma das representantes do governo brasileiro que assinaram o documento internacional em junho deste ano, na Expo Milão 2015.

Ações - Tereza Campello explicou que, graças a três estratégias, o Brasil conseguiu reduzir o percentual da população em situação de fome de 10%, em 2002, para 1,7%, em 2014. A primeira foi colocar a população pobre no orçamento. Apesar de o Brasil ser considerado um grande produtor de alimentos, boa parte das pessoas não tinha acesso à comida. Esse cenário começou a mudar, segundo a ministra, com a melhoria da renda da população – resultado da geração de empregos, do aumento do salário mínimo e de um programa de transferência de renda condicionada (Bolsa Família).

Outra estratégia que apoiou o resultado positivo do país foi o crescimento da merenda escolar. Por dia, 43 milhões de crianças e jovens de escolas públicas recebem refeições, quase toda a população da Argentina. “Unir escola e alimentação é estratégico para acabar com a fome”, disse. 

A terceira foi o fortalecimento da agricultura familiar, com o aumento da autonomia, da renda e da participação daqueles que são responsáveis por grande parte dos alimentos produzidos no país.

Durante o evento Mobilizando a Geração Fome Zero, Tereza Campello defendeu a necessidade de  buscar ações que estimulem a produção de alimentos e que promovam a agricultura familiar e o acesso a alimentos de forma sustentável. “Sabemos que há muito o que fazer. Temos que ajudar na produção de alimentos. Essa é a grande agenda que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos coloca”.

Comida de verdade - Tereza Campello demonstrou preocupação com a transição brasileira de um país que, há pouco mais de uma década, sofria com a fome e hoje enfrenta uma epidemia da  obesidade e do sobrepeso. “O Brasil é provavelmente um dos países que migraram mais rapidamente do problema da fome para o da obesidade”, afirmou, ressaltando que o problema vem se alastrando em todas as classes sociais do país.

A solução, segundo a ministra, é aumentar a produção de alimentos saudáveis. “Temos que estar preocupados em ofertar mais alimentos frescos, saudáveis e pouco processados, ou seja, comida de verdade”, afirmou.

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