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Mortalidade infantil no Brasil caiu 73% em 25 anos

Bolsa Família

Relatório da OMS e Unicef mostra que país superou média mundial. Segundo o secretário Paulo Jannuzzi, bons resultados se devem às conquistas obtidas no Nordeste, região que concentra os beneficiários do programa Bolsa Família
publicado  em 09/09/2015 17h00

Brasília – A mortalidade infantil no Brasil caiu 73% em relação a 1990 e superou a média mundial. Os dados são do relatório Levels and Trends in Child Mortality Report 2015 (Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015), publicado nesta quarta-feira (9) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No mesmo período, a média mundial caiu 53% – a meta de redução de mortalidade infantil em dois terços, prevista nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), não foi cumprida no contexto global. 

De acordo com o relatório, em 1990, de cada mil crianças nascidas vivas 61 morriam. Após 25 anos, o número é de 16 mortes para cada mil. O documento aponta ainda que, em 2013, dos quase 5.500 municípios, mais de mil tinham taxa de mortalidade de crianças até cinco anos no patamar abaixo de cinco mortes por mil nascidos vivos. Segundo o documento, o Brasil foi um dos países que tiveram sucesso significativo na redução da mortalidade infantil. 

A conquista brasileira resulta de um conjunto de estratégias de políticas públicas implementadas nos últimos 12 anos, como o programa Bolsa Família. “Podemos afirmar que contribuíram muito para a queda da mortalidade infantil no país os resultados obtidos no Nordeste, região que concentra cerca de sete milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família,  metade do público do programa”, observa Paulo Jannuzzi, secretário de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Segundo Jannuzzi, “em pouco mais de dez anos, a mortalidade infantil no Nordeste caiu pela metade”. Em 2001, morriam na região 36,7 crianças a cada mil nascidas vivas; em 2012, esse número havia caído para 17,1 crianças a cada mil nascidas vivas, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2013, um estudo publicado pela revista científica britânica The Lancet mostrou que a estratégia do Bolsa Família tem dado resultado na redução da mortalidade das crianças brasileiras. De acordo com a pesquisa, a parceria entre o Bolsa Família e a estratégia Saúde da Família contribuiu para a redução em 19% da mortalidade de crianças até cinco anos de idade. Os números mostram que a redução foi ainda maior quando se considerou a mortalidade por causas específicas, como desnutrição (65%) e diarreia (53%).

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