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Governo federal vai investir mais R$ 100 milhões para garantir água de qualidade à população do Semiárido

ACESSO À ÁGUA

Segundo ministra Tereza Campello, investimentos para cisternas e tecnologias sociais de acesso à água para produção continuam
publicado  em 23/09/2015 16h30
Foto: Ubirajara machado/MDS

São Paulo – Ao falar sobre os investimentos do governo federal para garantir o acesso da população à água de qualidade, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destacou, nesta quarta-feira (23), que mais R$ 100 milhões serão repassados para a construção de mais 31 mil cisternas para consumo humano. “Os investimentos na construção de cisternas e tecnologias de acesso à água para produção continuam”, afirmou ela, durante a abertura do encontro temático Água e Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, em São Paulo.

As cisternas serão construídas até agosto de 2016 graças à parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Associação Programa Um Milhão de Cisternas Para o Semiárido (AP1MC). 

No encontro, Tereza Campello destacou ainda que o Brasil se tornou liderança mundial na agenda da água e segurança alimentar. “Construir 1,2 milhão de cisternas em menos de 12 anos é a prova de que governo e sociedade civil estão avançando na política de acesso à água”, disse.

Nos últimos quatro anos, disse a ministra, foram entregues 867,8 mil cisternas para consumo e mais de 100 mil tecnologias sociais para produção no Semiárido. Também já foram construídas 780 cisternas em escolas da zona rural sertaneja. A meta do governo federal é entregar 8 mil cisternas escolares até 2018.

Ao falar da seca no Semiárido, a ministra afirmou que a construção das cisternas vai muito além do acesso à água. “Antigamente, os sertanejos saíam de suas casas e iam para os grandes centros, fugindo da seca. Hoje, eles estão aprendendo a conviver com o Semiárido”, disse Tereza.

Ela ressaltou ainda a iniciativa do governo federal para garantir água potável e saneamento para 2,8 mil famílias de reservas extrativistas da Amazônia. Segundo Tereza, o projeto Sanear Amazônia já entregou 190 tecnologias para que as famílias tenham acesso à água de qualidade. No total, serão investidos R$ 35 milhões.

Apesar da abundância de água na região amazônica, a população de baixa renda não tem acesso à água própria para o consumo. Em algumas comunidades, os moradores precisam buscar água potável em locais distantes.

Desafios - No encontro temático, o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, falou sobre as políticas públicas para a garantia do direito à água e seus desafios. Segundo ele, o acesso à água “aumentou para toda população, mas foi mais rápido entre os pobres”.

Sobre os desafios, o secretário ressaltou que a tecnologia social para produção deve estar associada a iniciativas já existentes de assistência técnica e extensão rural.

Promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), com o apoio do MDS e da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), o encontro é preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, marcada para novembro, com tema “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”.

Participam do evento representantes da sociedade civil e do governo. Eles vão aprofundar até esta quinta-feira (24) a discussão sobre a água como alimento essencial, a relação dos sistemas alimentares com o meio ambiente e recursos hídricos, e segurança hídrica.

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