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Crianças e jovens de baixa renda da Bahia aprendem música gratuitamente

INCLUSÃO SOCIAL

Criado em 2007, programa Neojiba é porta de entrada para programas sociais do governo federal
publicado  em 30/09/2015 19h08
Foto: Ana Nascimento/MDS Ministra se reúne com a diretora do Instituto de Ação Social pela Música, Elizabeth Ponte

Ministra se reúne com a diretora do Instituto de Ação Social pela Música, Elizabeth Ponte

Brasília – Crianças, adolescentes e jovens de baixa renda do estado da Bahia estão tendo a oportunidade de aprender música gratuitamente. O incentivo vem do programa Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba). A iniciativa foi criada em 2007 pelo governo do estado em parceria com a sociedade civil.

O Neojiba atende 1.340 alunos diretamente, na faixa etária entre 6 e 29 anos. Destes, 81% são do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e 87% são negros ou pardos. O programa conta com um setor de desenvolvimento social, onde técnicos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia atuam como ponte entre as famílias dos beneficiários, os programas sociais do governo federal e a rede de proteção social.

Desde 2014, 757 famílias foram encaminhadas para inscrição no Cadastro Único, 320 cadastradas no Bolsa Família e 311 foram encaminhadas à rede de proteção social. “O Neojiba é uma porta de entrada para programas sociais”, destaca Elizabeth Ponte, diretora institucional do Instituto de Ação Social pela Música, organização social responsável pela gestão do programa em parceria com o governo.

Segundo a diretora, o programa trabalha com a atividade cultural como meio. A finalidade é promover o desenvolvimento e a integração social dessas crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade.

O Neojiba é composto por sete núcleos distribuídos em quatro municípios baianos. Em Salvador encontra-se o Núcleo de Gestão e Formação Profissional, que conta com três orquestras. Nesse local, os jovens ingressam com algum conhecimento musical e recebem uma bolsa mensal para permanecerem no programa. Também atuam como monitores nos demais núcleos. “São multiplicadores do conhecimento”, acrescenta Elizabeth.

As apresentações públicas fazem parte da metodologia. É uma forma de fortalecer a autoestima dos jovens e o vínculo familiar. A diretora explica que o objetivo não é formar músicos e orquestras sinfônicas ou estimular novos talentos. “Esse é efeito colateral do Neojiba”, diz ela, acrescentando que cerca de 60% dos jovens que compõem a orquestra juvenil ingressaram na universidade.

“Por meio da música, mostramos que o jovem pode construir uma trajetória positiva em qualquer área. A música acaba sendo um caminho para que eles possam alcançar seus objetivos”, destaca Elizabeth.

Segundo ela, esse progresso se deve ao acompanhamento constante dos técnicos da secretaria junto às famílias e aos integrantes do programa. “A permanência na escola é pré-requisito para continuar no Neojiba e a conclusão do ensino médio também”.

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